- A Agência Lusa publicou uma notícia sobre concursos na Câmara de Gaia: anulava um concurso para 136 funcionários e abria 93 vagas para chefias, com duas publicações em Diário da República.
- O Jornal de Notícias reproduziu a informação, publicado às 14h28 do mesmo dia.
- No fim da tarde, a Câmara Municipal de Gaia acusou a notícia de ser “mentirosa” e uma “reles tentativa de manipulação” e publicou um comunicado nas redes sociais.
- A Direção de Informação da Lusa repudiou as acusações, enviando uma carta à Câmara e indicando que procurou ouvir as várias partes antes de publicar, o que não foi aceite.
- O vice-presidente da câmara, Firmino Pereira, disse que os termos usados pelo executivo são “apresentados como admissíveis” e acusou a Lusa de confundir a notícia com a narrativa construída, mantendo a insatisfação com a abordagem jornalística.
A notícia inicial da Agência Lusa sobre concursos na Câmara Municipal de Gaia foi publicada às 13h50 de quarta-feira, com o título que indicava a anulação de um concurso para 136 trabalhadores e a abertura de 93 vagas para chefia. O texto referia duas publicações no Diário da República.
O Jornal de Notícias republicou a peça às 14h28 do mesmo dia, ampliando o alcance da informação. Ao fim da tarde, a Câmara de Gaia não desmentiu a notícia, mas publicou um comunicado nas redes sociais em que acusou a matéria de ser ofensiva e manipuladora.
Lusa repudia acusações
Na sequência, a direção de informação da Lusa enviou uma carta a Luís Filipe Menezes, repudiando as acusações do executivo liderado pelo PSD. O documento sustenta que a agência deu oportunidade de resposta, o que não foi aceite pela autarquia.
A carta relata que jornalistas envolvidos solicitaram esclarecimentos, mas a câmara não respondeu, mantendo o comunicado que classificou de gravoso para a Lusa. A direção diz considerar ofensivos os termos usados pela autarquia.
Firmino Pereira, vice-presidente da câmara, reiterou que os termos do comunicado eram admissíveis e alegou que a cobertura teve uma narrativa que confundiu dois factos. Também afirmou que a autarquia respeita o trabalho dos jornalistas, mas espera retratação.
A Lusa sublinha a importância da independência e do rigor jornalístico, afirmando estar preocupada com a repetição de situações semelhantes. A agência lembra que a liberdade de imprensa é essencial para o jornalismo equilibrado.
Este episódio ocorre pouco depois de outra polémica envolvendo a imprensa pública, no caso de Coimbra, onde a presidente da câmara pediu desculpas ao jornalista pela forma de tratamento da notícia.
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