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Bloco de Esquerda questiona Governo sobre degradação da Linha do Alentejo

Bloco de Esquerda questiona o Governo sobre a degradação da Linha do Alentejo, com automotoras paradas e atrasos que afetam ligações a Lisboa e a segurança

Linha de comboio
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  • O Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre a degradação do serviço ferroviário na Linha do Alentejo, destacando episódios que colocam em causa a segurança e a circulação de passageiros.
  • Entre os incidentes, houve uma automotora avariada no troço Beja-Casa Branca, com passageiros retidos a cerca de cinco quilómetros da estação de Casa Branca, e o transporte substituto rodoviário desviou-se para um caminho de terra batida por obras na estrada.
  • Em consequência, passageiros com origem em Beja perderam ligações ao Intercidades para Lisboa e o comboio seguinte chegou ao Oriente com 98 minutos de atraso; noutra ocorrência, os utentes chegaram a Casa Branca às 23:10, contra as 21:16 previstas.
  • O deputado refere que, nessa data, a Linha do Alentejo ficou sem automotoras operacionais, num serviço que normalmente exige três unidades (duas em serviço e uma de reserva).
  • O Bloquista questiona que diligências de fiscalização foram feitas pelo Ministério ou entidades tuteladas, se estava confirmado o incumprimento de obrigações de serviço público e se existe um plano de contingência formal para rutura de oferta nas linhas dependentes de tração a diesel, à luz de promessas feitas pelo Primeiro-Ministro sobre novas automotoras Stadler 2700 para a ligação Beja-Lisboa-Beja.

O Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre a alegada degradação do serviço ferroviário na Linha do Alentejo. Segundo o deputado Fabian Figueiredo, os episódios recentes colocam em causa a segurança de circulação e de passageiros. A formalização ocorreu numa pergunta dirigida ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel de Brito Pinto Luz, consultada no site do parlamento.

No troço Beja-Casa Branca, ocorreram dois incidentes no dia 5. Um deles envolveu uma automotora avariada que ficou parada com passageiros a bordo a cerca de cinco quilómetros da estação de Casa Branca. O segundo incidente refere-se a um serviço de transporte rodoviário substituto que desviou para um caminho de terra batida devido a obras na via.

Segundo o parlamentar, passageiros com origem em Beja ficaram sem ligações ao Intercidades para Lisboa, com o comboio seguinte a chegar ao Oriente 98 minutos depois. Noutro caso, os utentes chegaram a Casa Branca às 23:10, em vez das 21:16 previstas. Figueiredo conclui que, nessa data, a linha não dispunha de automotoras operacionais, o que viola a exploração regular esperada.

Pedidos de esclarecimento

O Bloquista questiona que diligências de fiscalização foram feitas pelo ministério ou entidades tuteladas. Pergunta ainda se estava consciente, à data, da indisponibilidade simultânea do material circulante e se existe um plano de contingência formal para situações de rutura de oferta em linhas dependentes de tração a diesel.

A Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo já tinha indicado, no dia dos incidentes, que os utilizadores estavam “ abandonados” entre números e propaganda, com queixas sobre a frequência de falhas no troço Casa Branca-Beja. Dias antes, o primeiro-ministro prometeu novas automotoras Stadler 2700 para ligações Beja-Lisboa-Beja.

Contexto e desdobramentos

Em março, o governo foi informado de que a CP já começou a receber as novas automotoras, mas permanece a ausência de solução eficaz para a disponibilidade imediata de material. A oposição exige transparência sobre medidas de curto prazo para assegurar serviço estável e seguro na Linha do Alentejo.

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