- O PS defende que o primeiro-ministro Luís Montenegro tem de atuar na área da saúde e decidir se dispensa ou mantém a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, devido à gestão considerada errática.
- Maria Antónia Almeida Santos, em nome do Secretariado Nacional do PS, reforçou que compete ao presidente do Governo tomar essa decisão.
- A dirigente socialista afirma que a saúde está hoje pior do que há dois anos e que a ministra não tem conseguido ser competente nesta matéria.
- Critica ainda promessas e planos de Montenegro que, na perspetiva do PS, falharam, apontando questões estruturais como carência de profissionais e envelhecimento da população, conforme a Entidade Reguladora da Saúde.
- Sobre outros temas, a dirigente disse que o PS manterá uma posição concertada, mas o foco atual é a saúde e a situação dos portugueses, sem decidir sobre a participação no processo desencadeado pelo Chega.
O PS pediu ao primeiro-ministro que lazima atue no setor da saúde e decida se demite ou mantém a ministra Ana Paula Martins. A posição foi anunciada por Maria Antónia Almeida Santos, em nome do Secretariado Nacional, durante a reunião desta terça-feira. O partido aponta uma gestão errática.
Segundo a dirigente, Ana Paula Martins tem tido uma gestão falha há dois anos e os números da saúde pioraram desde a tomada de posse de Luís Montenegro. O PS sustenta que o problema inclui carência de profissionais, envelhecimento da população e maior procura de cuidados.
Almeida Santos afirmou que compete ao primeiro-ministro decidir prescindir da ministra, defendendo que chegou o momento de agir para evitar agravamento. Questionou promessas anteriores e apontou falhas políticas que, no entender do PS, não resolveram o quadro.
Perspetivas sobre o Governo
A dirigente disse que não está em cima da mesa discutir a revisão constitucional neste momento, mas que o PS deverá definir posição em órgãos competentes sobre o tema. A prioridade é a situação da saúde e dos portugueses.
A ministra da Saúde, por seu lado, explicou que a resposta do SNS está “muito diminuída” devido aos internamentos considerados inadequados, reforçando que o SNS não está a falhar, segundo a sua leitura.
Entre na conversa da comunidade