- Bruno Gonçalves, eurodeputado do Partido Socialista, lançou o movimento Bora para debater o discurso de ódio nas redes com jovens; é o 16.º convidado do podcast A Vida Não É o Que Aparece.
- O político afirma que o espaço democrático ficou alheado da esfera digital e defende que a política não pode ficar para trás, independentemente da evolução tecnológica.
- O Bora levou debates a nove escolas secundárias sobre imigração, cultura de cancelamento, liberdade de expressão, privacidade online e algoritmos; os conteúdos vão ser partilhados online.
- Defende maior responsabilização pelo discurso de ódio nas redes, sem limitar a liberdade de expressão, defendendo balizas baseadas no respeito e numa convivência normal.
- Conclui que as redes sociais criam a ilusão de vida sem mundo real e que é essencial manter a empatia cara a cara e repensar a política na era digital.
Bruno Gonçalves, eurodeputado do Partido Socialista, lançou o movimento Bora para debater o discurso de ódio nas redes sociais junto dos jovens. É o 16.º convidado do podcast A Vida Não É o Que Aparece.
Natural de Braga, o político integrou a Juventude Socialista, o Conselho Nacional de Juventude e a Assembleia Municipal de Braga. Em 2024 foi eleito eurodeputado e, recentemente, lançou o Bora com foco no diálogo público.
Gonçalves tem presença digital relevante, com mais de 96 mil seguidores no TikTok e 83 mil no Instagram, e vê as redes como palco de crescente populismo. O objetivo é levar a política aos jovens e às plataformas digitais.
Bora: o que é e onde atua
O movimento Bora surge como resposta ao que o eurodeputado classifica como atraso da política face à evolução tecnológica. A iniciativa promove debates sobre temas sensíveis em escolas secundárias e depois partilha conteúdos online.
A ideia é incentivar a conversa, mesmo quando os temas geram polarização. Em debates presenciais, foram abordados tópicos como imigração, privacidade online e conteúdos algorítmicos usados pelas plataformas.
Gonçalves afirma que o discurso inflamado domina as redes, prejudicando o diálogo construtivo. Para ele, as regras de convivência pública devem assentar no respeito e na responsabilidade de cada interveniente.
Educação cívica e regulação
O eurodeputado defende uma responsabilização maior do discurso de ódio nas redes, sem restringir a liberdade de expressão. A proposta é manter canais de debate abertos e graves consequências para agressões verbais.
A aposta passa por incrementar a empatia entre jovens, favorecendo conversas cara a cara. A avaliação é de que as redes não substituem a vida real, mas não devem distorcer o equilíbrio democrático.
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