- Vereadora com o pelouro da Comunicação na Câmara de Ponte de Lima, Lúcia Soares Pereira, é uma dos seis candidatos admitidos num concurso para técnico superior de comunicação social.
- O PSD solicita a demissão imediata da vereadora e a anulação do concurso, alegando falta de imparcialidade e possíveis ligações entre o júri e a candidata.
- O presidente da Câmara, Vasco Ferraz, afirmou que tomará posição nas reuniões próprias; a reunião camarária está marcada para terça-feira, às 15:00, e é fechada à comunicação social.
- Do processo consta que houve 31 candidaturas, 28 validadas; Lúcia Soares Pereira obteve 19,80 valores em 20 na prova de conhecimentos, sendo a melhor classificada até ao momento.
- Ainda falta realizar a segunda fase, a avaliação psicológica, que deverá ser assegurada pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público ou, se necessário, por técnicos da autarquia.
A vereadora com o pelouro da Comunicação na Câmara de Ponte de Lima é uma das seis candidatas admitidas num concurso para ocupação de um lugar de técnico superior de comunicação social, ainda não preenchido no mapa de pessoal da autarquia. A notícia chegou após reportagem do Sete Jornal, que levantou dúvidas sobre o processo.
O PSD já pediu esclarecimentos ao executivo municipal, composto por cinco vereadores do CDS-PP e uma da coligação Ponte de Lima Minha Terra. A posição do partido é de demissão imediata da vereadora e da anulação do concurso, se os factos se confirmarem.
O presidente da Câmara, Vasco Ferraz, afirmou à Lusa que irá tomar posição nos locais próprios, como a reunião de Câmara e a Assembleia Municipal. A vereadora não respondeu quando contactada pela agência.
Concurso em análise
O processo de seleção abriu em agosto de 2025 e ainda não está concluído. Em fevereiro, o júri validou 28 candidaturas entre 31 candidaturas apresentadas. O primeiro método de seleção, a prova de conhecimentos, ocorreu a 13 de março, tendo a candidata Lúcia Soares Pereira obtido a melhor classificação, 19,80 valores.
Falta cumprir o segundo método, a avaliação psicológica, que deverá ser assegurado pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público. Caso não seja possível, a autarquia pode recorrer a técnicos internos ou a uma entidade privada para cumprir o requisito.
Reações políticas
O PSD acusa que, se as informações se confirmarem, o cenário atesta problemas de imparcialidade e transparência no procedimento. O partido aponta ainda indícios de incumprimentos de prazos e de ligações entre membros do júri e a candidata, o que considera gravemente lesivo da credibilidade institucional.
José Nuno Vieira de Araújo, vereador do PSD, indicou que, caso os factos se confirmem, o processo será encaminhado ao Ministério Público. O tema ficou ainda sem resposta da vereadora em causa. A Assembleia Municipal de Ponte de Lima está marcada para junho.
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