- A CGTP entregou o pré-aviso de greve para 3 de Junho, com foco no pacote laboral que o Governo vai apresentar ao Parlamento.
- O secretário-geral, Tiago Oliveira, pediu uma luta em convergência de todos os trabalhadores para derrotar o pacote laboral e criticou a ministra do Trabalho por demonstrar alheamento da realidade dos locais de trabalho.
- A central apela à participação de todos os trabalhadores e pretende que a greve antecipe a posição do Governo, que já sinalizou apresentar uma proposta de lei.
- Oliveira criticou a linha negocial do Governo, referindo que não houve recuo em medidas centrais como outsourcing, banco de horas e greve, e que o objetivo é lutar para rejeitar o pacote laboral.
- A CGTP lembra a greve de 11 de Dezembro e afirma que a de 3 de Junho dará continuidade ao movimento em defesa de salários mais justos, menos precariedade e maior segurança para os trabalhadores.
A CGTP entregou nesta segunda-feira o pré-aviso de greve de 3 de Junho, em Lisboa, visando o pacote laboral que o Governo vai apresentar ao Parlamento. O alvo principal é a reforma laboral, que a central considera central para o mercado de trabalho. Tiago Oliveira, secretário-geral, pediu uma luta em convergência para derrotar o pacote.
Na cerimónia no Ministério do Trabalho, o líder sindical criticou a ministra do Trabalho por demonstrar um alegado afastamento da realidade dos locais de trabalho. Reiterou o apelo à participação de todos os trabalhadores na greve geral, defendendo que é do interesse comum rejeitar a proposta do governo.
O responsável sublinhou que a mobilização pretende antecipar a posição governamental, que já indicou a intenção de apresentar uma proposta de lei ao Parlamento. A CGTP sustenta que não houve recuo nas matérias centrais do pacote, citando outsourcing, banco de horas e a greve como pontos de discórdia.
Convergência entre estruturas e trabalhadores
Tiago Oliveira apelou à participação de todos os que estiveram envolvidos ao longo do processo de mobilização contra o pacote laboral. Questionado sobre a ausência de adesão da UGT, respondeu que a luta é de todos os trabalhadores,Independentemente de alianças regionais ou setoriais.
O líder da CGTP afirmou que a greve de 3 de Junho pretende manter o combate e exigir a retirada do pacote laboral. Acusou o Governo de não dialogar de forma suficiente, mantendo linhas mestras sem recuos, segundo a central, e enfatizou a necessidade de políticas que abordem salários baixos, precariedade e incerteza quanto ao futuro.
Salientou que a greve de Dezembro, em convergência com a UGT, permitiu expor o conteúdo do pacote laboral e mobilizar os trabalhadores. A CGTP afirma que a greve de 3 de Junho deverá dar continuidade a esse objetivo.
Este artigo não contém opinião do autor nem conclusões, limitando-se a relatar os fatos, declarações e cenários apresentados pela CGTP e pelas partes envolvidas. As informações são destacadas a partir de comunicações oficiais e entrevistas veiculadas pela imprensa nacional.
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