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BE apresenta voto de pesar e defende renovação da esquerda

BE apresenta voto de pesar por Carlos Brito, antifascista histórico do PCP, cuja resistência à ditadura lhe custou a liberdade e moldou a renovação da esquerda

Carlos Brito em 2021, em entrevista ao PÚBLICO
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  • O Bloco de Esquerda apresentou, este sábado, um voto de pesar no parlamento pela morte do histórico dirigente do Partido Comunista Português Carlos Brito, destacando-o como defensor da renovação da esquerda e da convergência das forças progressistas.
  • A nota recorda que a resistência de Carlos Brito à ditadura custou-lhe a liberdade, com prisão pela PIDE em três ocasiões, oito anos de cadeia e anos finais do Estado Novo vividos entre exílio em França e clandestinidade.
  • Após a Revolução, Brito foi eleito para a Assembleia Constituinte e exerceu mandato em seis legislaturas entre 1976 e 1991, liderando a bancada parlamentar do PCP durante quinze anos.
  • O deputado único do BE recorda também que Brito foi candidato à Presidência da República em 1980, retirando-se a favor de Ramalho Eanes, e dirigiu o jornal Avante!; cultivou a escrita com perto de duas dezenas de títulos.
  • O Bloco destaca Brito como figura central do Movimento Renovação Comunista e fundador da associação política com o mesmo nome, mantendo o compromisso com a democracia, o socialismo e a convergência das forças progressistas; Brito faleceu no dia 7 de Maio, aos 93 anos.

O Bloco de Esquerda (BE) apresentou este sábado um voto de pesar na Assembleia da República pela morte de Carlos Brito, histórico dirigente do PCP. O voto recorda Brito como defensor da renovação da prática e do pensamento da esquerda e da convergência das forças progressistas. Fabian Figueiredo, deputado único do BE, assinou o documento.

A resistência de Carlos Brito à ditadura custou-lhe a liberdade: foi preso três vezes pela PIDE, permaneceu oito anos na prisão e viveu os últimos anos do Estado Novo no exílio em França e na clandestinidade. Após a Revolução de 25 de Abril, foi eleito para a Assembleia Constituinte e serviu seis legislaturas consecutivas, entre 1976 e 1991, mantendo a liderança da bancada do PCP durante quinze anos.

O BE relembra que Brito foi candidato à Presidência da República em 1980, retirando-se em favor de Ramalho Eanes, integrou o Comité Central do PCP e dirigiu o jornal Avante!. Cultivou a escrita, com perto de duas dezenas de títulos publicados, entre poesia, ficção, memórias e ensaio político.

Defensor da renovação da prática e do pensamento da esquerda, Brito foi figura central do Movimento Renovação Comunista e fundador da associação política com o mesmo nome, mantendo o seu compromisso com a democracia, o socialismo e a convergência das forças progressistas. O político faleceu no dia 7 de maio, aos 93 anos.

O PCP recordou, numa nota breve enviada a pedido de vários órgãos de comunicação, o percurso antifascista de Brito e a sua contribuição na Revolução de Abril, reconhecendo, porém, as diferenças políticas existentes. Assinala também o papel parlamentar de Brito durante a transição democrática.

Nascido em Moçambique em 1933, Carlos Brito foi militante do PCP durante 48 anos, exercendo funções como funcionário, membro do Comité Central, líder parlamentar, diretor do Avante! e candidato presidencial. Entre 1996 e 1998, já afastado de cargos diretivos, manteve-se ativo na vida pública e política.

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