- Morreu aos 93 anos, nesta quinta-feira, em Alcoutim, onde residia, após enfrentar problemas de insuficiência cardíaca.
- Foi considerado o braço direito de Álvaro Cunhal e responsável pela comissão regional do PCP em Lisboa durante o 25 de Abril de 1974.
- Foi preso diversas vezes pela ditadura, escapando da cadeia do Aljube em 1957 e cumpriu oito anos de prisão em Caxias, Peniche e Aljube.
- Teve passagem pelo Parlamento como deputado da Assembleia Constituinte (1975-1991) e liderou a bancada do PCP, além de chefiar o jornal Avante! entre 1992 e 1998; rompeu com o PCP em 2002.
- Ficou conhecido pela ala dos Renovadores, manteve uma relação de tensão com o partido e defendeu mudanças no PCP, mantendo-se nunca a abandonar o partido, ainda que em auto-suspensão.
Carlos Brito, histórico dirigente do PCP e braço direito de Álvaro Cunhal, morreu aos 93 anos em Alcoutim, onde residia. Estava em casa quando se sentiu mal pelas 16h; foi chamada uma ambulância que o levou ao Centro de Saúde de Vila Real de Santo António. Sofria de insuficiência cardíaca e esteve internado no Hospital de Faro.
Brito foi um dos três que, em 1957, escaparam da cadeia do Aljube. Fugiu pelo algeroz e correu pelos telhados de Lisboa até chegar ao Largo da Graça, onde apanhou um táxi em direção à liberdade. Sofreu tortura de sono, isolamento e agressões, mas manteve a militância.
Natural de Moçambique, viveu em Alcoutim desde a infância. Em Lisboa formou-se e tornou-se responsável pela comissão regional do PCP durante o 25 de Abril de 1974. Em 2002 rompeu com Cunhal, alinhando-se com a ala Renovadores, mantendo-se como auto-suspenso no partido.
Ao longo da vida, Brito foi deputado à Assembleia Constituinte (1975) e liderou a bancada do PCP até 1991. Dirigiu o jornal Avante! de 1992 a 1998. Mantinha a esperança de reconciliação com o PCP, defendendo um rumo diferente do marxismo-leninismo.
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