- O estudo OrigAMI-4 testou amivantamab em 102 pacientes com cancro da cabeça e pescoço, com 15 tumores eliminados e 28 reduzidos.
- Os resultados também mostraram eficácia em doentes com cancro do pulmão.
- O fármaco atua bloqueando uma proteína que favorece o crescimento tumoral e uma via de resistência ao tratamento, além de estimular o sistema imunitário.
- A nova fase do estudo envolve 500 doentes em vários países, incluindo Portugal, com administração da injecção até 2029 em cinco hospitais: Portimão, Gaia-Espinho, IPO Porto, Santa Maria e CUF Descobertas.
- O medicamento foi desenvolvido pela Johnson & Johnson.
A injeção amivantamab, testada no ensaio OrigAMI-4, mostrou resultados promissores em cancro da cabeça e pescoço, mas especialistas alertam que a cura continua distante. Os dados foram apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago, na semana passada. O fármaco combina ações diretas sobre tumores e imunitárias.
No estudo que envolveu 102 pacientes, 15 tiveram eliminação de tumores e 28 registaram redução do tamanho das lesões. A investigação, liderada pelo Institute for Cancer Research, de Londres, também reportou efeitos positivos em doentes com cancro do pulmão. O medicamento atua bloqueando proteínas associadas ao crescimento tumoral e vias de evasão ao tratamento.
A fase seguinte envolve 500 doentes de várias regiões, incluindo Portugal, com a administração em cinco hospitais até 2029. Em território nacional, o fármaco, desenvolvido pela Johnson & Johnson, será aplicado em Portimão, Gaia-Espinho, IPO Porto, Santa Maria e CUF Descobertas, sob protocolo internacional.
Portugal passa a integrar a fase seguinte
A inclusão de doentes portugueses marca a expansão internacional do estudo OrigAMI-4. O objetivo é comparar a eficácia do amivantamab em diferentes populações, mantendo os critérios de elegibilidade já definidos. As autoridades de saúde nacionais acompanham o recrutamento e a monitorização clínica.
O Conselho de Investigação e a Janssen não detalham prazos de recrutamento específicos. As informações disponíveis indicam que os participantes receberão o medicamento como parte de um protocolo padronizado, com avaliações de resposta tumoral e segurança ao longo do tratamento.
Entre na conversa da comunidade