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Ventura rejeita que baixar idade da reforma seja absurdo, contraria Passos

Ventura mantém redução da idade da reforma como condição para aprovar alterações laborais, desafiando críticas de Passos Coelho

Líder do Chega não adiantou o impacto que poderá ter a descida da idade da reforma
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  • O líder do Chega, André Ventura, disse que baixar a idade da reforma não é absurdo nem irrealista e condicionou essa medida à aprovação do pacote laboral do Governo.
  • Em conferência de imprensa no Parlamento, afirmou que a redução da idade da reforma é uma “questão relevante” e que não é apenas uma questão de votar a favor ou contra.
  • Refutou as críticas de Pedro Passos Coelho, dizendo que o antigo primeiro‑ministro tem direito a discordar, e atacou o peso fiscal atual em Portugal, citando impostos e custo de vida.
  • Reiterou a intenção de apresentar alterações constitucionais no âmbito da legislatura, esperando cooperação de direita e centro‑direita, e antecipou que o PS deverá participar no processo.
  • Anunciou propostas do Chega para o programa, incluindo redução do número de deputados e titulares de cargos públicos, prisão perpeta, mudanças na Justiça, despartidarização do Estado, criminalização de enriquecimento ilícito e direitos dos animais na Constituição.

André Ventura, líder do Chega, afirmou que reduzir a idade da reforma não é absurdo nem irrealizável, mantendo a medida como condição para aprovar as alterações ao pacote laborals. A declaração aconteceu hoje no Parlamento, em plena discussão política.

O político explicou que a ideia não se resume a uma votação de sim ou não, e destacou que a clarificação da medida é central para o partido. Relembrou ainda que a cobrança de impostos e a carga fiscal em Portugal são temas relevantes para a agenda.

Ventura reiterou que a questão da reforma é uma prioridade e que os portugueses enfrentam um ciclo de trabalho prolongado e retorno incerto. Afirmou que a sustentabilidade da proposta depende de avanços até ao fim da legislatura, sem detalhar impactos.

Contexto económico e político

No debate, o líder associou a redução da idade da reforma a críticas anteriores de ex-líderes, defendendo que é necessário ajustar as regras para refletir a realidade económica. Não acrescentou previsões sobre o impacto financeiro da medida.

Antes, Pedro Passos Coelho qualificou a proposta como absurda e irrealista, o que Ventura rejeitou, sublinhando que o interesse público deve prevalecer sobre pressões eleitorais. O Chega mantém que a reforma fiscal e laboral exige mudanças estruturais.

Ventura mencionou ainda que o Chega apresentará propostas já defendidas no programa, como a redução do número de deputados, a responsabilização de titulares de cargos públicos e alterações na Justiça. O partido pretende também discutir a despartidarização do Estado.

Perspetivas e próximos passos

O líder revelou que o Chega pretende avançar com alterações constitucionais ao longo da legislatura, antecipando negociações com outras formações políticas, incluindo o PS. Espera que haja participação de diferentes quadrantes, para além da direita.

Quanto às propostas de conteúdo, o Chega afirma manter o foco em mudanças constitucionais, captura de riqueza pública, e definição de direitos dos animais na Lei Fundamental. Não avançou prazos específicos para a implementação.

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