- O dispositivo de combate a incêndios da Força Aérea vai contar este ano pela primeira vez com dois helicópteros Black Hawk, usados no exercício europeu em Viseu.
- O Comandante Nacional da Proteção Civil afirmou que surgiram fragilidades durante o exercício, sobretudo no abastecimento dos helicópteros, e que serão feitos ajustes.
- O tipo de bombeamento dos Black Hawk utiliza um tanque ventral (“belly tank”), o que requer alterações nas metodologias usadas com outros helicópteros.
- O exercício PT EU MODEX 2026 decorre entre 5 e 7 de maio, em Viseu, envolvendo meios de várias países e mais de 700 operacionais, com cenário de incêndio rural de grande dimensão.
O dispositivo de combate a incêndios da Força Aérea vai este ano contar pela primeira vez com dois helicópteros Black Hawk. O anúncio surge no âmbito do exercício europeu PT EU MODEX 2026, que decorre em Viseu de 5 a 7 de Maio. O objetivo é testar a resposta integrada a incêndios rurais e a coordenação com equipas internacionais.
Segundo o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, o exercício identificou fragilidades no abastecimento aos helicópteros Black Hawk. A avaliação aponta para necessidade de ajustes técnicos e operacionais para assegurar prontidão acrescida.
O responsável sublinhou ainda que o cenário é complexo e que as falhas são esperadas na fase de testes. O objetivo é corrigir as lacunas de forma dirigida, sem comprometer a segurança das operações.
Fragilidades no abastecimento
O comandante explicou que o modelo de helicóptero utilizado pelo Black Hawk tem uma configuração diferente de abastecimento, com um tanque ventral que dificulta o reabastecimento a determinadas alturas. Isto implica alterações nas metodologias de atuação.
Apesar das fragilidades detectadas, o foco está na melhoria contínua. O exercício já proporcionou lições que vão orientar ajustes operacionais para futuras operações de combate a incêndios.
Operação e participação
O MODEX envolve mais de 700 operacionais de vários países, incluindo Chipre, Chequia, Espanha, França, Polónia e Portugal. A iniciativa, financiada pela União Europeia, pretende melhorar a interoperabilidade entre capacidades nacionais e europeias.
As atividades ocorrem na área rural de Maeira, Barreiros e Cepões, bem como nas freguesias de Cota, Lordosa, Calde e Viseu. O cenário simula um incêndio de grande dimensão com várias estruturas e comunidades na área envolvida.
O objetivo do exercício é testar resposta conjunta, gestão de evacuações, zonas de apoio e coordenação internacional em contexto real. As autoridades pretendem verificar a receção e integração de equipas estrangeiras em operações no terreno.
O MODEX é organizado pela ANEPC em parceria com o consórcio CN APELL, no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia. O foco está na redução de tempos de resposta e na eficácia da cooperação entre equipas nacionais e internacionais.
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