- O Irão executou mais dois indivíduos acusados de espionagem a favor de Israel, numa nova vaga de execuções no país.
- Yaqoub Karimpour e Nasser Bakarzadeh teriam cooperado com a Mossad; Karimpour, segundo a justiça, transmitiu informações sensíveis durante a guerra de junho de 2025, com as sentenças confirmadas pelo Supremo Tribunal.
- A HRANA já tinha alertado para a execução iminente da dupla; Karimpour era seguidor da minoria Yarsan e Bakarzadeh é descrito como prisioneiro político curdo.
- A justiça afirmou que Bakarzadeh recolheu dados de figuras políticas e religiosas e enviou-os a um oficial da Mossad; um ficheiro de áudio divulgado cita-o a dizer que vê a própria morte.
- O chefe do poder judicial, Gholamhossein Mohseni Ejei, rejeitou pressões internacionais, dizendo que não haverá clemência para criminosos com “o sangue do nosso povo” nas mãos, enquanto organizações de direitos humanos expressam preocupação com a vaga de execuções.
O Irão executou mais dois homens acusados de espionagem a favor de Israel, numa altura de nova vaga de sentenças no país. Yaqoub Karimpour e Nasser Bakrzadeh teriam sido condenados por cooperação com Israel. As execuções foram confirmadas pelo Supremo Tribunal do Irão.
Segundo a justiça iraniana, Karimpour cooperou com a Mossad durante a guerra de 12 dias em junho de 2025, transmitindo informações sensíveis. A informação foi tornada pública depois de os tribunais do Irão confirmarem as sentenças de morte.
HRANA, a Agência de Notícias dos Activistas dos Direitos Humanos, já tinha alertado para a execução iminente dos dois. Karimpour, de 41 anos, pertencia à minoria Yarsan, enquanto Bakrzadeh era prisioneiro político curdo.
Contexto internacional
A HRANA indicou que Karimpour foi detido em junho de 2025, sem acesso a advogado ou visitas familiares durante a prisão, que durou dois meses. Bakrzadeh foi preso em dezembro de 2023 e condenado várias vezes pelo Tribunal Revolucionário de Urmia.
A justiça iraniana afirma ter recolhido dados de personalidades políticas e religiosas, bem como coordenadas de locais-chave, para envio à Mossad. Nos últimos dias, execuções associadas a alegações de espionagem aumentaram no Irão.
A organização Hengaw aponta que, em abril de 2026, pelo menos 26 prisioneiros foram executados nas prisões do Irão, incluindo 14 presos políticos e uma mulher. Organizações de direitos humanos têm pedido maior escrutínio sobre o uso da pena de morte.
O chefe do poder judicial, Gholamhossein Mohseni Ejei, rejeitou pressões internacionais para suspender execuções, afirmando que as autoridades não adotariam clemência no processamento de criminosos. Vias diplomáticas têm sido usadas para questionar o método do Irão.
Várias entidades internacionais reiteraram preocupação com a vaga de execuções e com a forma como são utilizadas para incutir medo na sociedade, mantendo o foco em casos que envolvem espionagem.
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