- A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, lamentou a eventual marcação de uma nova greve geral contra a revisão da lei laboral.
- Acrescentou que as centrais sindicais representam “muito poucos trabalhadores” e estão “amarradas ao século passado”.
- Afirmou que esse condicionado impede alterações no país, levando a resistência ou greve sempre que algo muda, mesmo que seja positivo.
- A IL diz estar “do lado oposto” e defender melhores salários, mais crescimento económico e mais produção de riqueza para garantir uma vida digna.
- Comentou ainda a proposta de descida da idade da reforma do Chega, considerando-a irrealista por poder comprometer a sustentabilidade da Segurança Social e as pensões.
A Iniciativa Liberal comunicou a sua posição sobre uma eventual nova greve geral, lamentando a possibilidade e criticando as centrais sindicais. A líder do partido, Mariana Leitão, disse aos jornalistas que a paragem estaria ligada à revisão da lei laboral. A intervenção ocorreu à margem da feira Ovibeja, em Beja.
A presidente afirmou que qualquer alteração laboral fica condicionada pela actuação das centrais sindicais, que disse representar poucos trabalhadores e estarem ligadas a uma visão do passado. A IL vê essa mentalidade como entrave à modernização.
Mariana Leitão reiterou que o partido está do lado oposto, visando melhores salários, crescimento económico e maior produção de riqueza para uma vida digna. A líder disse que o país precisa de avanços que beneficiem a generalidade da população.
Sobre a proposta de descer a idade da reforma, a líder liberal considerou-a irrealista e destinada a ganhos eleitorais. Alega que tal medida compromete a sustentabilidade da Segurança Social e o sistema de pensões.
A responsável pela IL alertou que a medida pode aumentar a precariedade entre os jovens e criar um cenário de pensões inadequadas no futuro. Propôs em alternativa incentivar poupança e reduzir impostos sobre a poupança.
Ponto de vista económico e social
Os liberais defendem uma política que promova poupança privada e um pilar de capitalização para a Segurança Social. O objetivo é assegurar estabilidade financeira para as pensões e reduzir dependência de apoios correntes.
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