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ERC exige que TVI se pronuncie sobre queixas relativas a Cristina Ferreira

ERC notifica a TVI para se pronunciar sobre queixas de cidadãos a Cristina Ferreira, com quatro mil quatrocentas participações, sem queixa formal dos pais.

Cristina Ferreira fotografada em 2019 quando estava na SIC
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  • A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) notificou a TVI para se pronunciar sobre o teor das participações recebidas relativas às declarações de Cristina Ferreira.
  • A ERC informou que, até ao momento, não houve qualquer queixa formal dos pais da vítima.
  • O regulador já recebeu quatro mil quatrocentas participações de cidadãos e de movimentos contra a TVI, relacionadas com as declarações da apresentadora no programa Dois às 10 de 14 de abril de 2026.
  • As queixas referem‑se à alegada violação de deveres legais e éticos dos operadores televisivos, nomeadamente proteção da dignidade humana, ética de antena, tratamento responsável da informação e prevenção de discursos discriminatórios.
  • A TVI já emitiu um comunicado, rejeitando as acusações de banalização do caso e dizendo que a pergunta realizada foi contextualizada e não pretendeu banalizar o crime.

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) notificou a TVI para se pronunciar sobre o teor das participações recebidas relacionadas com declarações da apresentadora Cristina Ferreira. A comunicação foi confirmada pela ERC à Lusa.

Até agora, não foi apresentada pelos pais da vítima nenhuma queixa formal, segundo a ERC. O regulador informou ainda ter recebido 4400 participações de cidadãos e de movimentos contra a TVI, a propósito do programa Dois às 10 de 14 de abril de 2026.

A ERC explica que as participações acusam a TVI de violar deveres legais e éticos aplicáveis aos operadores televisivos, nomeadamente na proteção da dignidade humana, na ética de antena, no tratamento responsável da informação e na prevenção de discursos que reproduzam estereótipos de género.

Cristina Ferreira, diretora de entretenimento da TVI, esteve envolvida num episódio recente ao longo de uma entrevista no Jornal Nacional de 21 de abril. A apresentadora procurou contextualizar declarações sobre o caso de quatro influencers acusados de violência sexual de uma menor, que começou a ser julgado em 13 de abril, de portas fechadas, em Loures.

A TVI já emitiu um comunicado em resposta às queixas, negando a banalização do caso e defendendo que a pergunta emitida foi descontextualizada, rejeitando as acusações de distorção. A estação também acusa comentários nas redes sociais de terem sido feitos de forma gratuita e leviana.

A audiência tem acompanhado o tema desde o início de abril, com o processo em curso envolvendo os quatro influencers, acusados de violação agravada de menor e de partilha de vídeos nas redes sociais. A ERC pediu à TVI que apresente o teor das participações e as suas eventuais consequências editoriais.

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