- António José Seguro visitou a Torre dos Clérigos, no Porto, na véspera do 25 de abril, tornando-se o visitante número dez milhões, com a placa inaugurada pelo Presidente da República.
- Subiu 250 degraus, recebeu insígnias da Ordem das mãos do padre Manuel Fernando e assinou o livro de honra.
- A visita decorreu numa manhã fresca, com Seguro a responder a pedidos de registo fotográfico e a discursar perante jornalistas.
- Em defesa da paz e da coesão social, o Presidente destacou a importância dos Clérigos para o Porto e para o país, referindo valores comuns em tempos de divisão.
- O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, elogiou a visita e o papel do espaço como símbolo da cidade; o padre Manuel Fernando ressaltou a honra da presença presidencial.
António José Seguro visitou a Torre dos Clérigos, no Porto, na sexta-feira, véspera do 25 de abril, e tornou-se no visitante número dez milhões da história do edifício. O momento ficou registado numa placa inaugurada pelo Presidente da República. Seguro subiu 250 degraus e afirmou aos jornalistas, em tom descontraído, que está em boa forma. Recebeu as insígnias da Ordem das mãos do padre Manuel Fernando, presidente da Irmandade dos Clérigos, e assinou o livro de honra.
A manhã esteve fresca e luminosa, acompanhando a visita presidencial. Seguro cumprimentou quem passava para registar o momento, obedecendo ao ritual fotográfico comum. À saída da torre, o Presidente da República dirigiu-se à Invicta, expressão que usa para referir o Porto, destacando a honra de estar naquela cidade.
Discurso e receção
De memória à história, Seguro discursou desde o púlpito instalado na igreja, diante de jornalistas, da análise do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, e da antiga reitoria da Universidade do Porto, António Pereira, entre outras personalidades. O chefe de Estado realçou o significado histórico dos Clérigos para o Porto e para o país, a importância da paz, da coesão social e de valores comuns em tempos de incerteza.
A palavra do Presidente da República foi acompanhada pela referência às palavras do Santo Padre sobre a guerra e a paz, interpretadas como dever moral de promover a paz. Seguro reiterou o compromisso de identificar a paz, de resolver conflitos por meios pacíficos e de manter o objetivo de uma convivência estável, sem fronteiras. O discurso também enalteceu o trabalho da Irmandade na preservação do património e na abertura do espaço às gerações presentes e futuras.
Valorização do património e visão local
O padre Manuel Fernando destacou a honra da visita, destacando que a presença presidencial representa todos os portugueses num país com 10 milhões de pessoas. O autarca Pedro Duarte comentou o equilíbrio entre valorização patrimonial e impacto social do espaço, sublinhando a relevância da Torre como símbolo da identidade nacional.
O autarca elogiou ainda o papel do Clérigos como referência de estabilidade e futuro, enfatizando que Portugal é a casa de todos e que o Porto oferece um recanto especial para Vossa Excelência. A intervenção ressaltou a importância de manter a estabilidade e a lucidez na condução dos próximos passos do país.
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