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Governo dá última oportunidade à UGT para acordo na Concertação Social

Governo marca reunião da Concertação Social para 7 de maio, último esforço para acordo com a UGT na reforma laboral; se falhar, diploma avança para a Assembleia

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho
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  • A ministra do Trabalho marcou reunião da Concertação Social para 7 de maio, última oportunidade para chegar a um acordo com a UGT sobre a reforma da lei laboral.
  • A UGT rejeitou por unanimidade a versão mais recente da proposta do Governo.
  • Caso não haja acordo, o diploma segue para a Assembleia da República para discussão pelos partidos.
  • A ministra disse ter sido realizada quase 60 reuniões, com mais de 200 horas de diálogo, para apresentar uma versão final aprovada por todos os parceiros da Concertação Social, menos a UGT.
  • O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, manteve a disponibilidade para negociar, apontando como entraves outsourcing, jornada contínua, remissão abdicativa e não reintegração em despedimento ilícito.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, marcou uma reunião da Concertação Social para 7 de maio, como última oportunidade para etender com a UGT sobre a reforma da lei laboral. A iniciativa visa consolidar um acordo antes de levar o diploma à Assembleia da República.

A decisão ocorre no dia em que a UGT rejeitou por unanimidade a versão mais recente da proposta governamental. A ministra afirmou que, se não houver acordo nessa reunião, o diploma seguirá para discussão parlamentar.

Maria do Rosário Palma Ramalho disse que a reunião em quinze dias representa o último esforço do Governo antes da AR. A UGT será chamada a apresentar propostas concretas e a explicar o que pretende exatamente.

A dirigente sindical Mário Mourão, secretário-geral da UGT, confirmou o chumbo da proposta após uma reunião extraordinária. A UGT manteve abertura para o diálogo e prometeu analisar qualquer nova proposta do Executivo em sede de Concertação Social.

Entre os pontos de discórdia permanecem assuntos como outsourcing, jornada contínua, remissão abdicativa e não reintegração em despedimento ilícito. O secretário-geral apontou que estas matérias são conhecidas por Governo e parceiros sociais e dificultam um entendimento.

Pontos em disputa

A posição da UGT mantém o foco em alterações ao recurso a empresas de subcontratação e à organização da jornada de trabalho, bem como no equilíbrio entre direitos dos trabalhadores e flexibilidade do mercado. O Governo diz que as propostas visam simplificar e modernizar o enquadramento legal.

Mourão acrescentou que a central continua disponível para negociar e que qualquer nova proposta será avaliada no âmbito da Concertação Social. A concertação envolve também organizações patronais, partidos e outras entidades ligadas ao processo.

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