- Pedro Nuno Santos disse ter mais respeito por José Luís Carneiro do que pelos “taticistas” que esperam ventos favoráveis para liderar o PS.
- O ex-secretário-geral voltou ao parlamento para cumprir o mandato de deputado, sendo questionado sobre a liderança socialista.
- Reafirmou que não é adepto de estratégias centristas e lembrou que Carneiro já tentou liderar o PS em 2023, numa altura de crise para o partido.
- Defendeu que o país e o PS precisam de pessoas com coragem, não de taticistas, e criticou o governo atual pela sua gestão.
- O caso envolveu também Duarte Cordeiro, que afirmou não estar a preparar uma candidatura à liderança, enquanto Carneiro rejeitou que haja oposição interna organizada.
Pedro Nuno Santos, ex-secretário-geral do PS, afirmou hoje que tem mais respeito por José Luís Carneiro do que por taticistas que esperam ventos favoráveis para liderar o partido. As declarações foram feitas aos jornalistas no parlamento, no regresso do deputado ao parlamento após ausência temporária.
O socialista explicou que não é adepto de estratégias centristas e lembrou que Carneiro já lançou uma candidatura à liderança em 2023, numa saída de contexto em que o país atravessava dificuldades para o PS. Pedro Nuno reiterou que o objetivo é pessoas com coragem, não taticismo.
No Parlamento, o ex-ministro de governos anteriores enfatizou que o PS precisa de governança firme e de um Estado forte como instrumento de desenvolvimento nacional. Criticou o atual executivo por suposta falta de seriedade e por políticas que, na sua leitura, transferem rendimento para os escalões superiores.
Contexto e reacções internas
Pouco antes, Duarte Cordeiro — antigo líder do PS — disse ter recusado um convite para integrar a Comissão Política Nacional por não ter visto correspondidas preocupações. Em espaço de comentário, afirmou que não planeia uma candidatura à liderança, justificando com a necessidade de liberdade para discordar.
José Luís Carneiro respondeu aos contornos da polémica, negando que exista uma oposição interna organizada à liderança. Considerou que, se tal fosse real, haveria já surgido mais candidatura nas últimas diretas. Mantém, assim, a leitura de liderança estável dentro do partido.
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