- María Corina Machado, vencedora do Prémio Nobel da Paz de 2025, está a realizar uma digressão pela Europa e esteve em Lisboa esta quarta-feira.
- A Nobel venezuelana foi recebida em São Bento pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, antes de se encontrar com o primeiro-ministro, Luís Montenegro.
- Luís Montenegro disse que o encontro decorreu num clima de esperança e salientou a necessidade de uma solução democrática na Venezuela, com eleições livres.
- Machado não comentou aos jornalistas, mas escreveu no X sobre a calorosa receção em Portugal e salientou a importância da grande comunidade luso-venezuelana.
- A visita integra ações diplomáticas na Europa para estreitar apoios internacionais e cooperação, após encontros em Madrid com líderes de partidos da oposição espanhola.
María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz 2025 e figura de oposição na Venezuela, esteve em Lisboa nesta quarta-feira para encontros oficiais com o governo português. A visita insere-se numa digressão europeia que visa fortalecer o apoio diplomático e a cooperação internacional.
Na uma parte da manhã, Machado foi recebida no Palácio de São Bento pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, e, em seguimento, encontrou o primeiro-ministro Luís Montenegro. O encontro decorreu num ambiente de cooperação e abriu espaço para diálogo sobre a situação política na Venezuela e a transição democrática.
Luís Montenegro afirmou, aos jornalistas, que a Venezuela vive uma fase de transição democrática e que se esperam eleições livres no futuro próximo. A líder venezuelana não fez declarações à imprensa no local, recorrendo à rede X para agradecer a receção em Portugal.
Diáspora luso-venezuelana
A Nobel da Paz destacou, nas redes sociais, a importância da comunidade luso-venezuelana em Portugal e na Venezuela, referindo que muitos pretendem regressar a uma nação democrática. A Venezuela alberga uma significativa diáspora portuguesa, entre as maiores da região.
A visita de Machado à Europa incluiu ainda deslocações a Madrid, onde participou em encontros com dirigentes de partidos da oposição espanhola, sem detalhar contactos com o governo de Pedro Sánchez. Em comunicado indireto, criticou a posição de autoridades espanholas em relação a direitos humanos na Venezuela.
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