- O Irão enforcou pelo menos quatro homens nas últimas 48 horas, acusados de fornecer informações à Mossad, agência de espionagem de Israel.
- Mehdi Farid foi enforcado na manhã de quarta-feira, segundo a suprema corte iraniana; alegadamente recolheu informações sensíveis na sua unidade de defesa civil.
- Amirali Mirjafari, de 24 anos, foi executado na terça-feira; acusado de colaborar com Israel e os Estados Unidos durante protestos e de incendiar uma mesquita em Teerão.
- Na quarta-feira, Mohammad Masoom-shahi e Hamed Validi foram executados; o tribunal descreveu-os como membros de uma rede de espionagem ligada ao Mossad.
- Organizações de direitos humanos continuam a chamar a atenção para o Irão, apontando-o como o segundo país com mais execuções no mundo e alertando para a falta de transparência e de garantias processuais.
O Irão enforcou pelo menos quatro homens nas últimas 48 horas, condenados por alegado fornecimento de informações a Israel. Os vereditos estão a ser comunicados pela suprema corte iraniana, com a imprensa internacional a acompanhar os casos.
Mehdi Farid foi enforcado na manhã de quarta-feira. Segundo a suprema corte, Farid, que ocupava um posto numa unidade de defesa civil, recolhia informações sensíveis para a Mossad, o serviço secreto de Israel.
Amirali Mirjafari, de 24 anos, foi executado na terça-feira. Estudante e técnico de informática, foi acusado de colaborar com Israel e os EUA durante os protestos que antecederam a tensão regional e de ter ajudado a incendiar uma mesquita em Teerão.
Na quarta-feira, Mohammad Masoom-shahi e Hamed Validi também foram executados. O tribunal indicou que pertenciam a uma rede de espionagem ligada ao Mossad.
Organizações de direitos humanos alertam para falta de transparência e garantias processuais no Irão. Observam que o país figura como o segundo com maior número de execuções no mundo, a seguir à China, num quadro de avaliações internacionais sobre o sistema judicial iraniano.
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