- Louis Arnaud, antigo refém francês no Irão, passou dois anos na prisão de Evin, detido a 28 de setembro de 2022 e libertado em junho de 2024.
- Foi acusado de participar em protestos contra a morte de Mahsa Amini e descreve a prisão como “antro do mal”, apontando para condições desumanas na secção 209, reservada a presos políticos e estrangeiros.
- Relata celas sem janelas, luzes acesas constantes e alimentação/dormir no chão; também diz que, uma vez por semana, eram levados a passear com os olhos vendados por cerca de 30 minutos.
- O casal de professores Cécile Kohler e Jacques Paris, que também esteve preso, regressou à França a 7 de abril após prisão domiciliária na embaixada, mas nunca se cruzaram com Arnaud.
- O movimento “Mulher, Vida, Liberdade” gerou protests no Irão em 2022; em janeiro de 2026 houve nova vaga de manifestações; Arnaud vê Evin como bastião da resistência e descreve a sua luta no livro La Résistance Intérieure.
Louis Arnaud, antigo refém francês no Irão, foi libertado em junho de 2024 após quase dois anos detido pelas autoridades iranianas. O período de cativeiro começou a 28 de setembro de 2022, durante uma digressão mundial, em Teerão, e terminou na prisão de Evin, centro de detenção conhecido pela pressão política sobre estrangeiros.
A prisão de Arnaud decorreu no contexto das tensões entre França e Irão, após a morte de Mahsa Amini. O francês foi acusado de ter participado em protestos contra esse evento. Em Evin, ele descreveu condições extremas na secção 209, reservada a presos políticos e estrangeiros, onde as celas são sem janelas e a alimentação e o sono são severamente restritos.
O que aconteceu e quem esteve envolvido
Arnaud afirma que a vida na prisão era marcada por sessões de iluminação constante, pouca higiene e sessões de circulação restritas, com visitas esporádicas apenas sob escolta. Alega também que a pressão psicológica visava forçar confissões. Além dele, estavam detidos na época os professores Cécile Kohler e Jacques Paris, que regressaram a França a 7 de abril, após prisão domiciliária na embaixada francesa em Teerão.
Contexto e desdobramentos
Os detidos estiveram ligados ao movimento feminino “Mulher, Vida, Liberdade”, que emergiu após a morte de Mahsa Amini. Em janeiro de 2026, o Irão viveu nova vaga de protestos contra o regime, que foram duramente reprimidos. Arnaud encara Evin como um símbolo de resistência, não apenas como prisão.
Relatos, livros e memória
No livro La Résistance Intérieure, Arnaud relata encontros com outros prisioneiros que o inspiraram a manter a dignidade. Conheceu um antigo combatente da revolução de 1979 que, mesmo ameaçado, manteve o ânimo. A obra descreve uma resistência interior que ajudou a suportar o cativeiro.
Situação atual e contacto com o que se passa no Irão
Hoje, Arnaud mantém contacto limitado com companheiros de prisão devido ao controlo das telecomunicações e à censura de informação. O objetivo do ex-refém é manter o foco no humano, não nos confrontos geopolíticos, e apoiar quem ainda vive sob pressão no Irão.
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