- Todd Lyons demite-se do cargo de diretor interino do Serviço de Imigração e Controlo de Fronteiras (ICE) dos Estados Unidos, deixando o posto em 31 de maio.
- A decisão foi anunciada pelo chefe da pasta da Segurança Interna, Markwayne Mullin, que o classificou como “um grande líder”.
- Lyons tinha testemunhado, horas antes, perante uma subcomissão da Câmara dos Representantes, respondendo a perguntas sobre mortes sob custódia e planos para os centros de detenção.
- Dados oficiais indicam quase cinquenta detenidos do ICE que morreram nos centros desde o início do ano; organizações não governamentais questionam as rusgas em massa e as violações de direitos humanos associadas.
- A demissão ocorre num contexto de rusgas ordenadas pela então secretária de Segurança Interna Kristi Noem, demitida a 5 de março, e desde a administração de Barack Obama não há um diretor do ICE nomeado e aprovado pelo Senado.
O diretor interino do Serviço de Imigração e Controlo de Fronteiras (ICE) dos EUA apresentou a demissão. Todd Lyons deixa o cargo após supervisionar o plano de deportação em massa ligado ao presidente Donald Trump. A decisão foi anunciada na quinta-feira.
O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, informou a demissão e descreveu Lyons como um grande líder. Lyons deve abandonar o posto oficialmente a 31 de maio, segundo o comunicado divulgado pelo gabinete.
Antes de a notícia vingar, Lyons testemunhou numa subcomissão da Câmara dos Representantes, respondendo a perguntas sobre mortes sob custódia e planos para os centros de detenção. Dados oficiais indicam cerca de 50 detidos que morreram nos centros desde o início do ano.
Lyons dirigiu o ICE durante operações de busca em massa marcadas por denúncias de violações de direitos humanos, segundo várias organizações não governamentais. A tensão aumentou após incidentes envolvendo a atuação de agentes de imigração.
Em janeiro, dois cidadãos norte-americanos morreram em Minneapolis em incidentes com agentes de imigração. As operações de deportação ocorreram em meio a mudanças administrativas que envolveram a secretaria de Segurança Interna.
Desde a administração de Barack Obama, não se nomeia oficialmente um diretor do ICE aprovado pelo Senado. O cargo tem enfrentado vacância e controvérsia política, refletindo debates sobre políticas migratórias.
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