- Idosa francesa de 85 anos, detida pelo ICE depois de viajar para casar com o antigo militar dos EUA, regressou a França na sexta-feira.
- A mulher mudou-se para Anniston, Alabama, em 2025 para se casar com ex-coronel da Força Aérea e procurava obter o green card.
- O casal conhecia-se há cerca de sessenta anos; casaram-se em abril de 2025, após se terem reencontrado quando ela trabalhava numa base da NATO.
- O marido morreu em janeiro, aos 85 anos, o que levantou dúvidas sobre o estatuto imigratório dela, levando à detenção a 1 de abril pela Agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE).
- As autoridades alegam que entrou nos EUA em junho de 2025 com visto de turismo válido por noventa dias e permaneceu sete meses além desse período; o Consulado Geral de França em Atlanta acompanha o caso.
A mulher francesa de 85 anos, que se mudou para os Estados Unidos para casar com um veterano da Guerra do Vietname, regressou a França esta sexta-feira após ter sido detida pela imigração norte-americana. O regresso ocorreu após o casal, que se conheceu há cerca de seis décadas, ter tido relações em diferentes fases da vida.
Residente em Anniston, Alabama, a senhora procurava um green card para residir e trabalhar nos EUA. O casamento com o ex-coronel da Força Aérea ocorreu em abril de 2025, após uma reaproximação decorrido o tempo. O homem faleceu de forma súbita em janeiro, aos 85 anos, alimentando dúvidas sobre o estatuto migratório da mulher.
Segundo a imprensa, a suspeita de irregularidades levou à detenção a 1 de abril pela ICE, que afirma que ela entrou em junho de 2025 com visto de turismo válido por 90 dias, permanecendo no país sete meses além do permitido. O filho descreveu a detenção como sendo com algemas e corrente.
Detenção e retorno
O Consulado Geral de França em Atlanta confirmou que acompanha a situação e presta proteção consular. O ministro dos Negócios Estrangeiros de França, Jean-Noël Barrot, afirmou que o regresso a França está a satisfazer plenamente o país. A agência ICE é alvo de críticas por táticas consideradas agressivas.
Barrot referiu ainda que houve casos de violência que preocupam, sem abordar diretamente o caso da francesa. A França tem mantido contacto com autoridades norte-americanas para acompanhar o desfecho e assegurar proteção consular à cidadã. O caso exemplifica dilemas sobre vistos e permanência de estrangeiros nos EUA.
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