- Maria José de Castro, conhecida como “senhora Liberdade”, saiu às ruas de Caracas para pedir a Donald Trump eleições livres e acelerar a transição na Venezuela.
- O grupo concentrou-se na Praça de Las Mercedes para apoiar uma delegação sindical que foi à Embaixada dos EUA, exigindo eleições presidenciais, libertação de presos políticos e salários dignos.
- Castro afirmou que, mais de 100 dias após a operação de 3 de janeiro que capturou Nicolás Maduro e a mulher, nada mudou no país.
- A ativista mencionou que o Diosdado Cabello ameaça Trump e pediu ações para enfrentar esse poder dentro do regime.
- Observou que, apesar de haver alimento, persiste a miséria, com o salário mensal oficial a menos de um dólar e negócios próprios sem lucro.
A portuguesa Maria José de Castro saiu na quinta-feira às ruas de Caracas para pedir ao presidente dos EUA que convoque eleições livres, acelere a transição na Venezuela e encerre o que começou. O apelo ocorreu junto da Praça de Las Mercedes, no leste da capital, durante um protesto que juntou uma delegação sindical e apoiantes.
Conhecida localmente como senhora Liberdade, por ter ficado famosa em 2017 ao impedir a passagem de uma viatura militar numa manifestação, Maria José Castro afirmou que não teme represálias e pediu respeito pelos direitos humanos e eleições justas. O objetivo era também pressionar a Embaixada dos EUA a facilitar um caminho para a transição democrática.
Contexto do protesto
O grupo concentrou-se perto da Embaixada dos EUA, em apoio à exigência de eleições presidenciais, libertação de presos políticos e salários dignos. Maria José Castro criticou a atual liderança e descreveu o regime como impedido de respeitar compromissos democráticos, acusando o poder de manter o status quo.
A activista citou a pressão interna contra Trump, referindo-se a figuras associadas ao chavismo, como Diosdado Cabello, e apelou a que o presidente norte-americano tome medidas para facilitar mudanças. Questionada sobre riscos legais, respondeu que teme apenas Deus, não o que possa acontecer com ela.
Situação atual na Venezuela
A protestante comentou que, mais de 100 dias após uma operação que capturou Nicolás Maduro e a mulher Cilia Flores, não houve mudanças efetivas no país. Admitiu que a Venezuela continua a enfrentar pobreza e instabilidade económica, com salários baixos e falta de recursos para negócios privados. A protestante insistiu na necessidade de eleições livres e de um governo eleito pelos venezuelanos.
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