- O primeiro-ministro belga Bart De Wever disse que o Governo não vai propor novas medidas de alívio económico para a crise energética por falta de margem fiscal.
- Na semana passada, o Governo destinou cerca de 60 milhões de euros da receita fiscal extraordinária gerada pelo aumento dos preços da energia para apoiar famílias e trabalhadores que precisam de se deslocar de carro; a ajuda é temporária.
- Na Câmara Baixa, De Wever recusou a redução automática dos impostos sobre os combustíveis quando estes ultrapassam determinados limites.
- O Movimento Reformista ameaça bloquear o acordo governamental se o Conselho de Ministros não aprovar novas medidas de ajuda económica geral até sexta-feira.
- A Comissão Europeia estima défice público de 5,3% em 2025, 5,5% em 2026 e 5,9% em 2027; os custos da energia continuam como um dos impactos da guerra no Irão, com o preço do petróleo a subir 27% e o gás a 50% conforme o conflito na Ucrânia. O FMI prevê energia 19% mais cara no mundo em 2026.
O primeiro-ministro belga, Bart De Wever, afirmou que o Governo não vai apresentar novas medidas de alívio económico para a crise energética, citando falta de margem fiscal. A declaração ocorreu no parlamento federal.
De Wever explicou que não pretende impedir ajuda a quem precisa, mas garantiu que não há dinheiro disponível para novos apoios. A afirmação foi feita numa intervenção em plenário.
Na semana passada, o Governo destinou toda a receita fiscal extraordinária gerada pelo aumento dos preços da energia a medidas de suporte a famílias e trabalhadores vulneráveis que precisam de deslocação de carro. O montante é estimado em cerca de 60 milhões de euros e é temporário.
Nesta quarta-feira, na Câmara Baixa, o PM foi questionado sobre a hipótese de reduzir automaticamente os impostos sobre combustíveis quando estes atingirem certos limites. Mantendo a posição, De Wever recusou a medida.
O Movimento Reformista, segundo maior grupo na coligação, ameaça bloquear acordos governamentais se o Conselho de Ministros não aprovar novas medidas até sexta-feira. A coligação é composta por sete partidos.
Um dos pilares do programa do Governo envolve reduzir o défice público, com a Comissão Europeia a estimar 5,3% em 2025, 5,5% em 2026 e 5,9% em 2027. O país enfrenta pressões orçamentais associadas à energia.
O aumento do custo da energia é atribuído a vários fatores geopolíticos, incluindo a guerra no Irão e a guerra na Ucrânia. A crise energética tem impactos diretos na economia belga e europeia.
Dados internacionais indicam aumento de preços de energia: o petróleo subiu cerca de 27% e o gás avançou perto de 50% no quadro global. O FMI prevê um aumento mundial de 19% nos custos de energia em 2026.
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