- O ex-ministro da Saúde, Manuel Pizarro, afirmou que é impossível a Força Aérea assegurar o serviço de helicópteros de emergência médica 24 horas por dia, para quatro aeronaves, alegando a necessidade de cerca de 40 pilotos.
- Pizarro explicou que, com cada helicóptero a operar 40 horas por semana, seriam necessários nove a dez pilotos por aeronave, o que não é compatível com a disponibilidade atual da Força Aérea.
- A Força Aérea vai disponibilizar quatro novos helicópteros Black Hawk, segundo o Ministério da Defesa, para operações de emergência médica, num investimento de cerca de 32 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
- O serviço de emergência médica atual é prestado por uma empresa privada, com um contrato de 77,5 milhões de euros até 2030, cobrindo quatro bases do INEM.
- A comissão parlamentar de inquérito investiga a atuação do INEM durante a greve às horas extraordinárias dos técnicos de emergência pré-hospitalar no final de outubro e início de novembro de 2024, incluindo 12 mortes associadas a atrasos no socorro.
Manuel Pizarro, ex-ministro da Saúde, afirmou esta quarta-feira que é impossível para a Força Aérea assegurar o serviço de helicópteros de emergência médica, alegando que para operar quatro aeronaves são necessários cerca de 40 pilotos. O parecer foi apresentado na comissão parlamentar de inquérito sobre o INEM.
Pizarro disse aos deputados que, em 2008 e 2009, quando foi secretário de Estado, já esteve envolvido na criação do serviço de emergência médica com apoio da Força Aérea. Hoje, afirma, a viabilidade não passa apenas pelo número de helicópteros, mas pela disponibilidade de pilotos.
Para ter um helicóptero disponível 24 horas por dia, segundo o ex-governante, seriam necessários nove a 10 pilotos em cada aeronave, com jornadas de 40 horas semanais. Questionado se a Força Aérea possui esse contingente, respondeu que não é realista acreditar que haja 40 pilotos por base para cobrir o país.
O Governo anunciou que a Força Aérea vai disponibilizar quatro novos helicópteros Black Hawk, destinados também a operações de emergência médica. O investimento é de cerca de 32 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Neste momento, o serviço de emergência médica é assegurado por uma empresa privada, que opera 24 horas por dia nas quatro bases do INEM, mediante um contrato de 77,5 milhões de euros válido até 2030. A comissão analisa também a atuação do INEM durante a greve de técnicos de emergência no final de 2024.
Além disso, a inspeção-geral das atividades em saúde registou 12 mortes associadas a atrasos no socorro, com foco na relação entre a tutela e o INEM desde 2019. Os deputados procuram esclarecer responsabilidades e eventuais falhas no funcionamento do sistema.
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