- A iraniana Narges Mohammadi, prémio Nobel da Paz de 2023, está em estado grave na prisão do Irão após uma crise cardíaca ocorrida em março.
- A família e a equipa jurídica tiveram autorização para uma segunda visita à prisão, no norte do Irão, onde foram vistos sinais de degradação do estado de saúde.
- A fundação que a apoia afirmou que a continuação da situação representa um risco imediato e irreparável para a vida da ativista.
- Mohammadi está numa cela com detidos acusados de homicídio e já foi alvo de ameaças de morte por alguns desses co-detidos.
- Foi detida a 12 de dezembro em Mashhad, transferida para a prisão de Zanjan em fevereiro, e tem histórico de ativismo contra a pena de morte e o código de vestuário obrigatório para mulheres no Irão.
Narges Mohammadi, prémio Nobel da Paz de 2023, encontra-se em estado grave na prisão no Irão, após a crise cardíaca que sofreu em março. A informação foi difundida por apoiantes da activista.
A família e a equipa jurídica, autorizadas a efectuas a segunda visita ao longo do fim de semana, relataram sinais de degradação do estado de saúde e consideram o quadro como grave. A organização de Mohammadi alerta para risco imediato à vida.
Mohammadi está detida numa cela com outros presos acusados de homicídio, onde já foi alvo de ameaças de morte por alguns dos co-detidos, segundo o comunicado da fundação que a apoia.
Detida desde 12 de dezembro em Mashhad, no leste do Irão, Mohammadi já foi transferida para a prisão de Zanjan, em fevereiro, mantendo contactos limitados com a família. A norte-americanização da imprensa foi interrompida.
Ao longo de mais de duas décadas, Mohammadi foi detida várias vezes por contestar a pena de morte e regras de vestuário impostas às iranianas. A última detenção antecedeu grandes protestos que se seguiram ao início de 2023, fortemente repressos pelo regime.
Contexto
Em fevereiro, Mohammadi foi condenada a seis anos de prisão por atentado à segurança nacional e a um ano e meio por propaganda contra o sistema islâmico. Na altura, realizou uma greve de fome de uma semana para exigir o direito de telefonar.
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