- Delcy Rodríguez planeia candidatar-se às próximas eleições presidenciais na Venezuela, ainda sem data definida.
- O registo nos Estados Unidos indica que contratou o advogado Jihad Smaili, na Califórnia, para representá-la perante a Justiça norte‑americana, incluindo litígios ligados à petrolífera estatal Pedevesa e à Citgo, além de credores.
- O contrato prevê aconselhamento diário sobre assuntos com a Casa Branca e o Departamento de Estado, incluindo recomendações para fortalecer a relação com os EUA e ações em benefício do povo venezuelano, bem como serviços para a futura campanha política e o levantamento de sanções.
- Rodríguez tornou-se presidente interina após a captura de Nicolás Maduro, a 3 de janeiro, pelas forças dos Estados Unidos, que a transportaram para Nova Iorque para julgamento.
- Não há data para as eleições; a líder da oposição María Corina Machado permanece no exílio desde o ano passado para receber o Prémio Nobel da Paz.
Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, planeia candidatar-se às próximas eleições presidenciais, cuja data ainda não está definida. A intenção foi registada em documentação apresentada por seu advogado nos Estados Unidos, segundo o Registo de Agentes Estrangeiros (FARA).
Através do registo, o advogado Jihad Smaili, com escritório na Califórnia, passa a representar Rodríguez em litígios ligados à petrolífera estatal Pedevesa, à sua filial Citgo e a créditos de credores, tanto em litígios já em curso como em futuros. O contrato inclui orientação contínua sobre assuntos com a Casa Branca e o Departamento de Estado.
No âmbito do acordo, Smaili também deverá assessorar a líder venezuelana na futura campanha política e em ações destinadas a levantar sanções impostas ao país, segundo o mencionado regressado. A atuação tem como finalidade facilitar relações bilaterais em benefício do povo venezuelano, conforme o documento.
Delcy Rodríguez tornou-se presidente interina após a detenção de Nicolás Maduro em 3 de janeiro e a sua subsequente deslocação para os EUA, onde foi julgado por alegadas ligações ao narcotráfico. A Administração de Donald Trump afirmou tutelar o Governo de Rodríguez, ao mesmo tempo que reconheceu o cargo como legítimo.
O Governo de Caracas disse que mantém contato com Washington, numa relação que incluiu a liberalização de parte do setor de hidrocarbonetos e aprovação de uma lei de amnistia. Em paralelo, o país continua sem data definida para as eleições presidenciais.
Maria Corina Machado, líder da oposição, permanece fora do país desde o ano passado, altura em que deixou território de forma clandestina para aceitar o Prémio Nobel da Paz. Não houve anúncio de data eleitoral nem confirmação de candidaturas oficiais além do registo de Smaili.
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