- Peter Magyar, vencedor das eleições na Hungria, disse que, depois de formar governo, iria suspender a informação nos media públicos, apontando que estes teriam sido usados pelo antecessor Viktor Orbán.
- A promessa de “parar a fábrica de mentiras” envolve a suspensão do serviço de informação até restabelecer a liberdade de imprensa, afirmou Magyar no programa da televisão pública M1.
- Três dias após a vitória, Magyar foi recebido pela rádio e televisão públicas em entrevista tensa, descrevendo os convites como os primeiros de “media de propaganda” num ano e meio.
- Observadores independentes, incluindo OSCE, já apontaram que, após 2010, o panorama mediático na Hungria foi fortemente moldado pelo governo, com o audiovisual público a servir a comunicação do então primeiro-ministro.
- Magyar, que deverá ser nomeado primeiro-ministro no início de maio, deixou em aberto alterações rápidas na lei para restabelecer uma sociedade mais democrática, incluindo a liberdade de comunicação social, em contacto com Ursula von der Leyen.
Peter Magyar, vencedor das eleições na Hungria, anunciou hoje que, se formar governo, vai suspender a informação nos órgãos de comunicação social públicos. A medida visa terminar com o que acusa de servir o antecessor Viktor Orbán e restaurar a liberdade de imprensa.
O novo líder eleito afirmou num programa da cadeia pública M1 que a suspensão do serviço de informação é uma etapa inicial até que haja uma imprensa verdadeiramente livre. As entrevistas com Magyar decorreram numa manhã em que foi recebido pela rádio e TV públicas.
Fontes ligadas ao processo relatam que a promessa foi feita três dias depois da vitória, num contexto de tensão entre as instituições públicas e a oposição. Observadores recordam que, desde 2010, o panorama mediático húngaro foi remodelado, com críticas à suposta influência do governo sobre o audiovisual público.
Parlamento húngaro deverá ser convocado no início de maio, para a cerimónia de tomada de posse de Magyar, que conta com uma maioria de dois terços pelo seu partido, o Tisza. O objetivo declarado é reformar a constituição para ampliar o espaço democrático, mantendo diálogo com a União Europeia.
Entre as prioridades anunciadas, Magyar destacou a liberdade dos meios de comunicação. Em contacto com a Comissão Europeia, referem relatos, tem sido sinalizado alinhamento com padrões democráticos para avançar reformas institucionais.
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