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Embaixador israelita satisfeito com troca de impressões após contactos com Líbano

Embaixador israelita em Washington descreveu troca de impressões produtiva com o Líbano, afirmando que estão do mesmo lado e desejam libertar o Líbano da influência do Hezbollah

As delegações dos EUA, do Líbano e de Israel posam para uma fotografia antes de uma reunião no Departamento de Estado em Washington, a 14 de abril de 2026
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  • O embaixador de Israel, Yechiel Leiter, afirmou que houve uma troca de impressões maravilhosa nas conversações diretas com o Líbano em Washington e que os dois países estão do mesmo lado.
  • O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, mediador das conversações, disse que há uma oportunidade histórica para uma paz duradoura e que se pode delinear um quadro para esse objetivo.
  • O Hezbollah, grupo apoiado pelo Irão, opôs-se às negociações e lançou salvas de rockets contra 13 cidades do norte de Israel logo no início das conversações.
  • Desde 2 de março, o Líbano foi arrastado para a guerra regional contra o Irão; ataques israelitas, incluindo um pesado de Beirute a 8 de abril, causaram mais de 2 mil mortos e mais de um milhão de deslocados.
  • O presidente do Libano reiterou a expectativa de um cessar-fogo que possibilite iniciar negociações diretas entre Líbano e Israel.

O embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, afirmou estar satisfeito com o que chamou de intercâmbio de impressões entre Israel e o Líbano durante conversações de paz diretas realizadas em Washington. O encontro ocorreu na terça-feira, sob mediação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Leiter disse aos jornalistas que a troca de ideias durou mais de duas horas e que, ao final, os dois países estavam “do mesmo lado”. Acrescentou que existem objetivos comuns para libertar o Líbano de uma presença considerada hostil por Israel, associada ao Hezbollah.

Até ao momento, não houve reação oficial do lado libanês. Rubio descreveu o encontro como uma oportunidade histórica para avançar uma paz duradoura, reconhecendo as dificuldades históricas e as complexidades envolvidas.

O Hezbollah, apoiado pelo Irão, já se opôs às negociações e apelou ao abandono das conversações antes do seu início. Logo após o arranque, o grupo lançou ataques com rockets contra várias cidades do norte de Israel, na sequência de avisos de aumento de ações durante as negociações.

Desde 2 de março, o Líbano foi arrastado para a escalada regional com ataques israelo-libanesos associados a tensões com o Irão. As operações, incluindo um ataque de grande intensidade a Beirute a 8 de abril, resultaram em milhares de mortos e deslocados, apesar de apelos internacionais por cessar-fogo.

Entre líderes regionais, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente norte-americano, Donald Trump, apresentaram posições de descompressão da violência sem que isso significasse um cessar-fogo abrangente para toda a região. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, expressou a expectativa de um acordo que abra caminho a negociações diretas com Israel.

Analistas destacam que as perspetivas de um acordo imediato são estreitas, dado o peso político do Hezbollah e as dificuldades de conciliar as expectativas de desarmamento com outras exigências de soberania do Líbano. Compromissos de alto nível permanecem incertos à luz dos próximos passos diplomáticos.

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