- O Novo Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia gerou caos no controlo de fronteiras nos aeroportos durante o fim de semana, com filas de até três horas e relatos de passageiros a perder voos.
- O EES foi introduzido a partir de sexta-feira, 10 de abril, e está já em vigor em 29 países do espaço Schengen, substituindo a aposição de carimbos por registos digitais e dados biométricos.
- As autoridades pedem que os viajantes cheguem com antecedência, mas o primeiro dia de operação plena ficou marcado por perturbações, atrasos e voos perdidos, conforme comunicado da Ação Europeia da Aviação (ACI EUROPE) e da Airlines for Europe (A4E).
- No aeroporto de Linate, em Milão, estavam previstos 156 passageiros num voo da Easyjet para Manchester, mas apenas 34 embarcaram após várias horas de espera, deixando 122 em terra.
- A Easyjet afirmou que os atrasos causados pelo EES são inaceitáveis e pediu às autoridades de fronteira mais flexibilidade durante a implementação, a fim de evitar perturbações persistentes.
O Sistema Europeu de Entrada/Saída (EES) entrou em operação plena no espaço Schengen, num fim de semana marcado por perturbações importantes. O sistema biométrico substitui o carimbo manual por registos digitais de entradas e saídas, recolhendo também dados faciais e digitais. A UE implementou-o em 29 países para cidadãos de países terceiros em estadias curtas até 90 dias, com variantes até 180 dias.
No primeiro fim de semana de funcionamento, o controlo de fronteiras ficou mais lento em muitos aeroportos. Viajantes reportaram filas longas, atrasos e voos perdidos. As autoridades nacionais e a Comissão Europeia tinham já avisado sobre dificuldades operacionais, pedindo flexibilidade aos operadores e aos Estados-membros.
Perturbações e atrasos
Organizações da indústria advertiram que as dificuldades não são apenas de início, apontando para uma falha sistémica que resulta em tempos de espera de várias horas. As companhias aéreas destacam que o atraso não depende apenas delas; exigem suspensão temporária ou flexibilidades adicionais do EES para evitar perturbações contínuas.
Vários relatos indicam impactos reais nos passageiros, com voos a partir de Milão a sofrer atrasos significativos. Em alguns casos, passageiros ficaram retidos no aeroporto e viram o avião partir sem eles, após longas filas no controlo de fronteiras.
Casos práticos e custos para viajantes
No aeroporto de Linate, um voo da Easyjet para Manchester viu apenas uma parte dos passageiros embarcar, deixando dezenas em terra face aos atrasos do EES. Famílias reportaram despesas adicionais elevadas para encontrar rotas alternativas, incluindo ligações via Luxemburgo, com atrasos superiores a 24 horas.
A Easyjet indicou que os atrasos no controlo fronteiriço eram inaceitáveis e solicitou maior recurso às flexibilidades permitidas durante a implementação do sistema. A companhia reiterou que as perturbações não estão sob seu controlo, pedindo compreensão dos agentes fronteiriços e das autoridades competentes.
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