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PCP vê vitória de Magyar como continuidade da política de Orbán

PCP diz que vitória de Magyar representa continuidade da política de Orbán, antevendo aprofundamento de políticas neoliberais, privatizações e alinhamento com a NATO

Paulo Raimundo, Secretário-Geral do PCP
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  • O PCP afirma que a vitória do Tisza, liderado por Péter Magyar, nas eleições legislativas da Hungria, representa, apesar de diferenças, o prosseguimento da política do Fidesz de Viktor Orbán.
  • Os comunistas sustentam que o resultado gera um parlamento com apenas forças de direita e extrema-direita, apontando para um prosseguimento de políticas contrárias aos trabalhadores.
  • Alegam que a vitória do Tisza significa o aprofundamento de políticas neoliberais e militaristas da União Europeia, ao serviço do grande capital.
  • Entre as medidas apontadas estão a eliminação gradual dos preços regulados de eletricidade e gás para as famílias, privatizações, inclusão de fundos de pensões privados, aplicação dos critérios do Pacto de Estabilidade, aumento de despesas militares no âmbito da NATO e maior alinhamento com a UE na guerra na Ucrânia.
  • O PCP expressa solidariedade com comunistas e democratas húngaros na defesa dos direitos e do progresso social, destacando a paz e o bem-estar do povo.

Após as eleições legislativas na Hungria, o partido Tisza, liderado por Péter Magyar, assegurou a maioria no parlamento. O resultado rompeu com 16 anos de governo de Viktor Orbán. O Tisza venceu com 138 deputados, tornando-se a maior bancada do parlamento de 199 deputados.

O PCP analisa o resultado como continuidade da política do Fidesz, de Orbán, mesmo com diferenças. O partido afirma que o parlamento ficou dominado por forças de direita e extrema-direita, o que poderá manter políticas contrárias aos interesses dos trabalhadores.

Segundo o PCP, o programa do Tisza inclui eliminação gradual de preços regulados de eletricidade e gás, privatizações e seleção de fundos de pensões privados. A leitura aponta ainda para maior gasto militar e alinhamento com políticas da UE.

A nota comunista acrescenta que o Fidesz integra, desde 2024, um grupo parlamentar de extrema-direita e já partilhou espaços com o PPE no Parlamento Europeu. O PCP expressa solidariedade com comunistas e democratas húngaros na defesa dos direitos do povo.

Contexto do escrutínio revelou que quase 80% dos cerca de oito milhões de eleitores participou. O Fidesz conquistou 55 deputados, enquanto o Tisza assumiu a maioria absoluta pela primeira vez, sinalizando uma mudança relevante no panorama político do país.

Contexto político na Hungria

  • O PCP sublinha que o resultado pode influenciar políticas econômicas neoliberais e decisões de segurança na região.
  • O partido mantém a posição de apoiar direitos, interesses e aspirações dos trabalhadores húngaros, sem endereçar críticas ao governo de Orbán.

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