- O Papa Leão XIV afirmou que o coração de Deus está dilacerado pelas guerras e não está com os prepotentes, durante a segunda día de visita à Argélia, em Annaba.
- A mensagem surge após o Papa ter respondido a críticas de Donald Trump, que o qualificou de fraco e péssimo na política externa.
- O Papa elogiou o trabalho do Lar de Idosos gerido pelas Irmãzinhas dos Pobres em Annaba e reiterou que Deus está com os humildes.
- Em mensagem para a Assembleia Plenária da Academia Pontifícia das Ciências Sociais, Leão XIV defendeu que o poder legítimo se expressa na democracia autêntica, baseada na dignidade humana e na lei moral.
- A digressão incluiu visitas a sítio arqueológico, à basílica da Paz e à basílica de Santo Agostinho, deposição de uma coroa de flores, plantação de uma oliveira e uma missa de encerramento na região, antes de regressar a Argel.
O Papa Leão XIV afirmou que Deus não está do lado dos prepotentes durante a sua deslocação à Argélia. A declaração surge na sequência de críticas recebidas dos EUA, após o Papa responder a Donald Trump. O objetivo é defender a paz diante das guerras.
O Pontífice voltou a condenar quem decide guerras e alertou para o coração dilacerado de Deus pela violência, pela injustiça e pela mentira. Falou aos fiéis sem recorrer a ofensas pessoais, mantendo o tom institucional.
Acompanhado por responsáveis argelinos, o Papa chegou a Annaba, a 550 km a leste de Argel, em visita marcada pela história de Santo Agostinho. O dia começou sob chuva, no aeroporto local.
Discurso sobre poder e democracia
Entre a visita a Annaba, Leão XIV defendeu que o poder legítimo encontra-se na democracia autêntica. Afirmou que a democracia respeita a dignidade de cada pessoa e não pode proteger elites.
O Papa indicou que a democracia depende de uma lei moral e de uma visão humana autêntica. Alertou para o risco de a ausência de base ética transformar o sistema em tirania da maioria ou domínio tecnológico.
Rota turística e espiritual em Annaba
A agenda incluiu passagens por vestígios romanos e cristãos no sítio arqueológico local, até à basílica da Paz, onde Santo Agostinho atuou durante 34 anos. O religioso planta uma oliveira e participa num momento de oração.
Antes das celebrações, Leão XIV elogiou o pensamento agostiniano, destacando a promoção da dignidade humana e a construção da paz. A visita terminou com uma missa na basílica de Santo Agostinho.
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