- A Comissão para a Defesa da Linha do Oeste (CPDLO) exige a reposição gradual do transporte de passageiros no troço Meleças/Caldas da Rainha, após dois meses e meio de intempéries, com intervenções já concluídas onde possível.
- A CPDLO considera indispensável reabilitar o troço para repor o serviço de comboios à medida que as obras ficam prontas e denuncia o encerramento prolongado da linha nesta secção.
- Exemplos dados pela CPDLO incluem Pinhal e Outeiro da Cabeça, onde as intervenções, de menor complexidade, já poderiam ter avançado para retomar ligações entre Caldas da Rainha e Torres Vedras.
- A reparação destes troços reduziria o uso de autocarros, que não é uma solução válida para deslocações entre Caldas da Rainha e Meleças, citando viagens longas, com dois horas e um quarto de duração e atrasos significativos.
- A CPDLO aponta também falta de material circulante e atraso na conclusão das obras de modernização e eletrificação, além de ter promovido vigília em 21 de fevereiro; há possibilidade de nova ação de protesto em frente ao Ministério das Infraestruturas, em Lisboa.
A Comissão para a Defesa da Linha do Oeste (CPDLO) exige a reposição gradual do transporte de passageiros no troço Meleças/Caldas da Rainha. A denúncia é de que, passados dois meses e meio desde as tempestades, ainda persistem zonas sem qualquer intervenção. A comission aponta para a necessidade urgente de reabilitar o troço para restabelecer o serviço à medida que as obras vão avançando.
A CPDLO considera indispensável que a recuperação avance de forma progressiva, com o transporte ferroviário a ser retomado conforme a conclusão de cada intervenção. O grupo refere ainda que não é admissível manter encerrada a linha neste troço por um período tão alargado.
Situação atual e prazos
Em 9 de fevereiro, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Oliveira Pinto Luz, reconheceu que a linha Oeste demoraria pelo menos nove meses a ficar totalmente operacional, após os danos causados pelas intempéries. A CPDLO aponta uma aparente falta de vontade do Governo e da Infraestruturas de Portugal para resolver os problemas no terreno.
José Rui Raposo, porta-voz da comissão, ilustrou com exemplos em Pinhal, Óbidos, e Outeiro da Cabeça, Torres Vedras, onde as intervenções, menos complexas, já podiam ter avançado, permitindo retomar a circulação entre Caldas da Rainha e Torres Vedras. A reparação nesses troços reduziria a dependência de autocarros, que a CPDLO considera uma alternativa inadequada para deslocações entre Caldas da Rainha e Meleças.
Impacto no serviço
A CPDLO aponta que o tempo de viagem atual é elevado (cerca de duas horas e 15 minutos) e que há falta de conforto, com atrasos nas partidas e chegadas. Os atrasos repercutem-se nas ligações com os comboios que seguem para norte partindo de Caldas da Rainha.
A Comissão identifica dois problemas na linha: a conclusão das obras de modernização e eletrificação, agravadas pelos danos da intempérie, e a falta de material circulante. Em ambos os casos, afirma que as medidas tomadas são inadequadas e tardias para explorar plenamente as potencialidades da linha.
Protestos e próximos passos
A CPDLO informou que já ocorreram ações de protesto, incluindo uma vigília a 21 de fevereiro nas Caldas da Rainha, exigindo a reposição integral do serviço. Diante da ausência de respostas, está a ser considerada uma nova ação de luta frente ao Ministério das Infraestruturas, em Lisboa, ainda sem data marcada.
A Linha do Oeste liga Agualva-Cacém, na Linha de Sintra, a Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, passando pela região entre Caldas da Rainha e Coimbra. A Infraestruturas de Portugal não respondeu ao pedido de esclarecimentos da Lusa até ao momento.
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