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Campanha encerrada na Hungria: Orbán promete segurança e responsabilidade húngara

À véspera de eleições históricas, Orbán promete segurança e resistência a Bruxelas; Magyar promete nova Constituição e revisão do governo

O primeiro-ministro Viktor Orbán no comício de campanha do Fidesz-KDNP em Buda, na Praça Szentháromság
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  • O líder do Fidesz encerrou a campanha em Budapeste, no Castelo de Buda, após um megaconcerto que reuniu cem mil pessoas, antes das eleições de domingo.
  • Viktor Orbán disse que o voto decide se a Hungria ficará em paz e será o país mais seguro da Europa, e afirmou que o dinheiro dos húngaros não deve ir para a Ucrânia, responsabilizando a guerra e as sanções.
  • Afirmou que as eleições definem se o governo será pró-nacional ou pró-ucraniano e que não apoiará decisões pró-ucranianas enquanto o bloqueio petrolífero não for desfeito, pretendendo manter a Hungria fora da guerra.
  • Comentou que há intervenção estrangeira sem precedentes e citou supostos telefonemas do ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó, a Lavrov.
  • O Tisza, liderado por Péter Magyar, encerrou a campanha em Debrecen com promessas de uma nova Constituição, substituição de autoridades, imposto sobre fortunas, fim do financiamento estatal da propaganda e cooperação com o Ministério Público Europeu, além de investigar Szijjártó.

A campanha eleitoral na Hungria chegou ao fim com dois eventos marcantes. Em Budapeste, o comício de encerramento do Fidesz-KDNP teve lugar no Castelo de Buda, onde Viktor Orbán apelou ao sentimento de segurança nacional. Em Debrecen, Péter Magyar discursou no comício principal do Tisza, após um grande concerto na capital que mobilizou cerca de 100 mil pessoas. As eleições realizam-se neste domingo.

Orbán afirmou que o país está em jogo entre a paz, a segurança e a continuação do governo atual. O chefe do governo criticou o que chamou de interferência externa e disse que o dinheiro dos húngaros não deve ser entregue a políticas suportadas por ucrania e Bruxelas. Defendeu manter a Hungria fora de uma eventual escalada de conflito.

O líder do Tisza, Péter Magyar, por sua vez, destacou a necessidade de reformas profundas. Propôs substituir figuras-chave do aparelho do Estado, redigir uma nova Constituição e realizar um referendo para validar mudanças. Entre as propostas, estavam a criação de um imposto sobre fortunas, o corte de financiamento estatal à propaganda e uma investigação sobre o Ministro dos Negócios Estrangeiros.

Magyar anunciou também a adesão ao Ministério Público Europeu e a criação de uma comissão de peritos para acompanhar o processo constitucional. O objetivo é envolver a população e diversas forças políticas na redação de uma nova carta magna. A campanha inclui promessas de maior fiscalização e combate à influência externa.

Antes disso, um dia antes, o concerto em Budapeste reuniu milhares de pessoas num ato de protesto contra as políticas de Orbán, com participação de artistas nacionais. O evento durou sete horas e seguiu o megaconcerto de apoio ao Tisza, que reuniu mais de 100 mil assistentes.

Por fim, as urnas abrem neste domingo para decidir entre manter o governo atual ou apostar na alternativa apresentada pelo Tisza. As próximas horas devem esclarecer o futuro político da Hungria e o papel de ambos os campos no funcionamento do Estado.

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