- O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou ter confiança de que o bom senso vai imperar nas listas para os órgãos externos da Assembleia da República.
- O presidente do Chega, André Ventura, disse haver acordo entre o Chega e o PSD para apresentar listas; para o Conselho de Estado, prevê duas listas, PSD-Chega e PS, com os socialistas a alegarem recusa a uma lista conjunta.
- O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, concordou com os alertas do Presidente da República contra a partidarização dos tribunais e afirmou que ninguém é dono dos juízes do Tribunal Constitucional.
- O presidente da Assembleia da República estendeu até terça-feira ao almoço o prazo de entrega das listas para os órgãos externos, devido a tolerância de ponto.
- A eleição dos órgãos externos continua marcada para 16 de abril, apesar dos adiamentos provocados pelo impasse relacionado com o Tribunal Constitucional.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou nesta quinta-feira que espera que o bom senso prevaleça nas listas para os órgãos externos da Assembleia da República. A declaração surge após o discurso do Presidente da República sobre a preservação dos tribunais e a neutralidade não partidária.
Carneiro reagiu ao tema durante a sessão solene que assinalou os 50 anos da Constituição, onde reiterou a importância de respeitar valores e princípios constitucionais. A defesa do voto responsável foi acompanhada pela expectativa de que as listas se mantenham isentas de partidarização.
Antes dele, o líder do Chega, André Ventura, indicou que o seu partido tem um acordo com o PSD para a apresentação de listas. Ventura também mencionou, em relação ao Conselho de Estado, a existência de duas listas em preparação: uma conjunta PSD-Chega e outra do PS, com os socialistas alegando recusa de integrar uma lista com o Chega.
Prazos das listas e desdobramentos
O Presidente da Assembleia da República estendeu o prazo para entrega das listas até à hora de almoço de terça-feira, devido a feriados e à tolerância de ponto. O alargamento mantém o calendário eleitoral, sem alterar a data prevista para a eleição dos órgãos externos, marcada para 16 de abril.
O PSD e o Chega já tinham mostrado posições distintas sobre a participação conjunta em listas para alguns órgãos, enquanto o PS continua a defender que as listas devem respeitar a independência institucional. O impasse em torno do Tribunal Constitucional tem sido o principal fator de atraso no processo.
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