Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

IL e CDS defendem melhorias na Constituição; Esquerda rejeita revisões

Iniciativa Liberal e CDS-PP defendem modernizar a Constituição da República Portuguesa, com cinquenta anos, enquanto a Esquerda rejeita revisões e aposta resolver problemas sem alterar a lei

A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão
0:00
Carregando...
0:00
  • IL e CDS defenderam que a Constituição da República Portuguesa, aprovada há 50 anos, não é intocável e devem ocorrer melhorias no texto.
  • A presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, destacou que a CRP é um documento vivo que precisa de atualização e envolvimento cívico.
  • O Chega informou que vai apresentar um novo processo de revisão; CDS afirmou estar disponível para melhorar a Constituição, mantendo o respeito pela sua história.
  • Do lado da esquerda, o Livre rejeitou a ideia de que os problemas do país se resolvem com alterações constitucionais; PCP, BE, PAN e JPP enfatizaram a defesa da atual carta constitucional com foco em direitos e serviços públicos.
  • PCP descreveu a CRP como vitória da coragem; BE elogiou a amplitude conquistada; PAN admitiu melhorias sem destruir o contrato social; JPP destacou a proteção de direitos sociais e das autonomias regionais.

A sessão solene, realizada no Parlamento para comemorar os 50 anos da Constituição da República Portuguesa, colocou frente a frente posições da direita liberal e do CDS com o núcleo da esquerda. IL e CDS defenderam que a CRP, aprovada há meio século, não é intocável e podem ser alvo de melhorias, enquanto a Esquerda rejeitou a ideia de rever a lei fundamental.

Mariana Leitão, presidente da Iniciativa Liberal, sublinhou que as sete revisões constitucionais já realizadas permitiram mudanças no país. A líder liberal destacou que a Constituição não tem donos, é viva e exige atualizações para funcionar plenamente.

Momentos antes, o CDS-PP recordou a posição histórica do partido, que em 1976 votou contra a Constituição, defendendo que Portugal merecia um caminho diferente. O partido afirmou estar disponível para futuras melhorias, mantendo o respeito pela história nacional.

Ponto de vista da esquerda

Do lado esquerdo, o Livre afirmou que o país enfrenta problemas graves — habitação, saúde e interior urbano — mas que não justificam alterações profundas à CRP. O deputado ressaltou que o conteúdo básico não deve ceder a perfeccionismos políticos.

O PCP realçou a importância da CRP como referência histórica, destacando que o texto acompanhou o processo democrático apesar de críticas e tentativas de alterações. O parlamentar alertou para o risco de retrocesso caso se avance com mudanças constitucionais.

O BE enalteceu a abrangência alcançada pela Constituição, enfatizando que não pertence a um único partido, mas à convivência democrática. Já o PAN admitiu melhorias, desde que não haja cálculos políticos que visem destruir o atual contrato social.

O JPP defendeu manter a CRP como marco da democracia, acrescentando que o texto deve ser honrado com a promoção dos direitos sociais, dos serviços públicos e do reconhecimento de autonomias regionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais