- Deputados constituentes, entre eles Helena Roseta e Jerónimo de Sousa, abandonaram as galerias durante o discurso de André Ventura na sessão solene do 50.º aniversário da Constituição.
- Ventura acusou vários deputados da Constituinte de terem apoiado grupos terroristas, mencionando mortos em atentados das FP-25.
- O líder do Chega pediu desculpas pela falta de cortesia e questionou o que dirão as futuras gerações sobre uma Assembleia que amnistia um grupo com historial de violência.
- Após as palavras de Ventura, alguns constituintes protestaram e saíram da sala; regressaram no final da intervenção, e os deputados do Chega foram repreendidos pelo presidente da Assembleia da República.
- Ao reentrarem, houve uma ovação de pé nas bancadas, à exceção do Chega e do CDS-PP; o presidente José Pedro Aguiar-Branco pediu contenção na gesticulação.
Ao menos alguns deputados constituintes abandonaram as galerias durante o discurso de André Ventura, líder do Chega, na sessão solene que assinala o 50º aniversário da Constituição. O momento ocorreu no Parlamento, numa cerimónia marcada pela presença de antigos constituintes e de convidados.
Entre os presentes, estiveram Helena Roseta e Jerónimo de Sousa. O incidente ocorreu durante a intervenção de Ventura, que acusou vários deputados da Constituinte de terem contribuído para o amnistiar de um grupo terrorista. Não houve confirmação oficial de prisões ou mortes, apenas a denúncia pública do líder do Chega.
Após o discurso, Ventura pediu desculpa pela suposta falta de cortesia à Assembleia da República e questionou as gerações futuras sobre o que acharão de um parlamento que, segundo ele, amnistiou um grupo com histórico de violência. O tom gerou reação entre os presentes.
Desdobramentos na sessão
Pouco depois, parte dos constituintes convidados para a cerimónia levantou-se em protesto e abandonou a sala, enquanto o líder do Chega mantinha o discurso. Ao terminar, os constituintes retornaram, recebendo aplausos de pé de várias bancadas.
O incidente levou o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, a pedir contenção na gesticulação para não comprometer o decoro da sessão. Filipe Melo, Vice-Secretário da Mesa, acabou por abandonar o hemiciclo após o pedido de silêncio.
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