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Aguiar-Branco recusa que incidente com constituintes ofusque o dia

Aguiar-Branco afirma que a liberdade no Parlamento não mancha os 50 anos da Constituição, mesmo após deputados da Constituinte terem abandonado as galerias

Sessão solene do 50.º aniversário da Constituição decorreu na Assembleia da República
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  • A sessão solene do 50.º aniversário da Constituição decorreu na Assembleia da República.
  • Helena Roseta e António Mota Prego abandonaram as galerias por se sentirem insultados pelo discurso do líder do Chega, André Ventura.
  • Ventura afirmou que houve cidadãos “assassinados por grupos terroristas patrocinados” por muitos desses deputados.
  • O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, disse que não permitia que o incidente tirasse o brilho do dia e defendeu a liberdade e a democracia.
  • Roseta afirmou que a questão é o comportamento dos deputados e que o Chega procurava provocar tumulto; alguns constituintes regressaram depois da intervenção.

Durante a sessão solene do 50.º aniversário da Constituição, na Assembleia da República, ocorreu um incidente envolvendo o líder do Chega e deputados constituintes. O presidente do parlamento afirmou que não permitiria que o evento fosse ofuscado por questionamentos ou agressões verbais, mantendo a celebração centrada nos 50 anos da norma fundamental.

Helena Roseta e António Mota Prego, constituintes presentes, abandonaram as galerias após um comentário de André Ventura considerado insultuoso. Os deputados citados alegaram que a intervenção desrespeitou convidados e violou regras de comportamento no hemiciclo.

O presidente da Assembleia da República destacou que o ambiente demonstra a liberdade de expressão no parlamento, valorizando a pluralidade de ideias. Roseta, por sua vez, sublinhou que o incidente não está nos discursos, mas na conduta de alguns membros. Jerónimo de Sousa também participou no debate, mantendo a presença após o retorno às galerias.

Incidente durante discurso de Ventura

Durante a intervenção de Ventura, foram levantadas repostas de surpresa entre alguns constituintes, que consideraram de tom provocatório as palavras sobre cidadãos supostamente assassinados por grupos terroristas. O episódio gerou protestos instantâneos e a intervenção do presidente para pedir contenção na gesticulação.

Os deputados do Chega foram advertidos pelo presidente, que reiterou a necessidade de manter a ordem no plenário. O líder do Chega afirmou que o parlamento é espaço de expressão, mas a gestão do tempo e do tom é responsabilidade de todos os elementos presentes.

A sessão prosseguiu com a participação de diversas forças políticas, mantendo o foco na comemoração dos 50 anos da Constituição e na demonstração de uma liberdade que o parlamento pretende preservar, sem abrir margem a interpretações que possam desvirtuar o evento.

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