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40 mil alunos ficaram sem professor no segundo período

Fenprof avança que, no segundo período, cerca de quarenta mil alunos ficaram sem pelo menos um professor semanalmente, indicando agravamento da carência de docentes em Portugal

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  • A Fenprof aponta que, no segundo período de aulas, cerca de 40 mil alunos ficaram semanalmente sem pelo menos um professor, devido à falta de docentes.
  • O total de horários em contratação de escola subiu de 4.700 para 5.198, e as horas de aulas passaram de 87.175 para 96.022.
  • A carência deixou de estar só em Lisboa e Vale do Tejo e no sul, alargando-se ao norte, com o Porto a registar 579 horários em aberto.
  • São mais procurados os docentes do 1.º ciclo, de Português e Educação Especial, bem como de Francês, Inglês e Matemática, entre outras disciplinas.
  • O Ministério da Educação afirma que esses números não equivalem a aulas perdidas por alunos, e vai criar um sistema para quantificar quem fica sem aulas; a Fenprof defende a revisão do Estatuto da Carreira Docente e marcou uma manifestação para 16 de maio, sinalizando possíveis greves no 3.º período.

A Fenprof estima que, no segundo período, houve cerca de 40 mil alunos sem pelo menos um docente por semana. A avaliação baseia-se no contágio entre fim do período e início das férias da Páscoa.

Segundo o levantamento, os horários em contratação de escola aumentaram de 4.700 para 5.198, um crescimento de 10,6%. As horas de aula passaram de 87.175 para 96.022.

A Federação salienta que a gravidade da falta de professores já não é localizada. O norte do país passa a ter impactos significativos no recrutamento.

Dados do estudo

O distrito do Porto subiu para o segundo lugar no ranking nacional, com 579 horários em aberto. O problema deixou de ser regional para ter alcance nacional.

Continuam entre os mais procurados docentes do 1.º ciclo, de Português, Educação Especial, Francês, Inglês e Matemática. A Fenprof aponta uma carência de vários quadros.

Reação governamental e perspetivas

O Ministério da Educação afirma que os números dos sindicatos não correspondem a alunos sem aulas, pois existem mecanismos de substituição. O governo promete criar um sistema de monitorização ainda neste ano letivo.

A Fenprof defende que o problema pode diminuir com a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), que está em curso, sem avanços claros. A federação pede medidas urgentes para atrair jovens e reter profissionais.

A organização também destaca que o terceiro período poderá registar novas greves, caso não haja progressos na valorização do ECD. O Conselho Nacional já convocou uma manifestação para 16 de maio.

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