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Israel anuncia repressão à violência de colonos na Cisjordânia

Diretiva do gabinete de Netanyahu ordena repressão à violência de colonos na Judeia e Samaria, fortalecendo a presença militar frente à retirada de tropas do Líbano

Um homem palestiniano inspecciona um veículo incendiado junto a um graffiti hebraico onde se lê "vingança", na sequência da violência dos colonos israelitas em aldeias da Cisjordânia, 23 de março de 2026.
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  • Um documento do gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, divulgado pela Euronews, descreve medidas para reprimir a violência de colonos na Cisjordânia, com instruções ao exército e à polícia.
  • O Exército anunciou o desvio de tropas da frente no Líbano para a Cisjordânia, visando controlar a violência dos colonos; é a primeira vez que forças são retiradas de uma frente de guerra ativa para um território considerado menos crítico.
  • A diretiva de 25 de março determina reforçar a presença em áreas de atrito e impor sanções económicas a colonos que criem novos postos avançados; não serão permitidos novos colonatos na Área B.
  • A notícia aborda também o aumento da expansão dos colonatos sob o governo de Netanyahu, com o destaque para Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir e a criação da Administração dos colonatos.
  • O documento menciona o fenómeno Hilltop Youth e aponta a criação de uma administração especial para lidar com jovens extremistas; dados da ONU indicam mais de 1.800 ataques de colonos em 2025, com cerca de 1.600 palestinianos deslocados e 240 mortos, enquanto 17 israelitas foram mortos por palestinianos.

Israel intensifica repressão a violência de colonos na Cisjordânia

Um documento do gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, obtido pela Euronews, detailing instruções para o exército e a polícia israelo, descreve medidas para punir crimes nacionalistas na Judeia e Samaria. A diretriz, datada de 25 de março, indica reforçar a presença em áreas de atrito e impedir novos postos avançados na Área B.

A ofensiva ocorre numa altura em que o contingente militar está sendo redirecionado para a Cisjordânia, vindo de outras frentes, incluindo o Líbano. O objetivo declarado é controlar a violência dos colonos judeus contra palestinianos, numa ação sem precedentes na gestão de Netanyahu.

Dois quadros-chave no contexto: a escassez de efetivos no exército, agravada por operações em Gaza, Síria, Líbano e Cisjordânia; e a decisão de enviar tropas da frente libanesa para reforçar a presença na Cisjordânia, conforme anunciado pela defesa na semana passada.

Medidas e impactos

A diretiva prevê sanções económicas a colonos que criem ilegalmente novos postos avançados, visando reduzir custos de desmantelamento pelas Forças de Defesa de Israel (FDI). Além disso, garante reforços para combater crimes nacionalistas e manter a presença em áreas críticas, sem admitir novos assentamentos.

A nova administração para gerir o fenómeno conhecido como Hilltop Youth será criada no Ministério da Defesa. O objetivo é afastar jovens extremistas de potenciais atividades violentas através de intervenções educativas e terapêuticas.

Contexto regional e humano

Cerca de 700 mil colonos vivem na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, com 3,8 milhões de palestinianos na região, ambos territórios sob ocupação contestada pela comunidade internacional. Dados da ONU indicaram aumento de violência de colonos, com mais de 1800 ataques em 2025 e cerca de 1600 palestinianos deslocados.

O governo tem sido citado pela imprensa por adotarem um estilo mais firme em relação à expansão dos colonatos, com figuras como o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, a defender políticas de aprofundamento do controlo sobre a área. Observadores ressaltam que a orientação de políticas duras pode agravar a tensão local.

Perspetivas internacionais e operacionais

A diretiva enfatiza que não serão permitidos novos colonatos na Área B, que permanece sob controlo conjunto entre palestinianos e israelitas. A medida surge numa conjuntura de críticas internacionais a expansões de assentamentos e a incidentes de violência entre comunidades.

Até ao momento, não houve posição oficial de outros líderes internacionais sobre a diretiva, mas a cooperação entre forças de segurança e serviços humanitários continua sob escrutínio de organizações internacionais. O foco permanece na contenção de violência e na preservação da presença militar na região.

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