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Carneiro pressiona Governo e apresenta PS reformista

Carneiro apresenta PS reformista, avança alterações à lei laboral e assume oposição responsável, com foco em habitação, salários e serviços.

José Luís Carneiro no congresso do PS
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  • José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, apresentou o partido como reformista e criticou o Governo de Luís Montenegro no encerramento do 25.º Congresso em Viseu.
  • Definiu o PS como alternativa democrática e progressista, com abertura ao diálogo com a atual maioria, mantendo como linha vermelha a reforma da lei laboral tal como está.
  • Propôs medidas para o país: aumento do parque público de habitação acessível, isenções de IRS e IRC para contratos com rendas acessíveis, 20% das rendas abaixo da mediana e simplificação administrativa; objetivo de dez anos para acesso universal a habitação condigna.
  • Defendeu ainda aceleração do salário mínimo, aumento sustentado dos salários e incentivos às empresas que investem na qualificação, bem como um modelo de desenvolvimento que combine crescimento económico com justiça social.
  • No âmbito da saúde, sugeriu criar uma unidade de coordenação da emergência pré-hospitalar e reforçar os cuidados domiciliários, com os cuidados primários a serem o coração do Serviço Nacional de Saúde.
  • A vice-presidente do PSD, Leonor Beleza, lembrou abertura ao diálogo e criticou o PS por ter dificuldade em ver-se na oposição, pedindo discrição nas negociações sobre o Tribunal Constitucional.

O secretário-geral do PS encerrou o 25º Congresso Nacional do partido, em Viseu, apresentando o PS como alternativa democrática e reformista. Acusou o Governo de Luís Montenegro de falhas e disse que a lei laboral será rejeitada se mantiver o formato atual.

Carneiro garantiu abertura a diálogo com a AD, assumindo uma oposição responsável e exigindo mudanças na legislação laboral. O objetivo é gerar condições de trabalho mais seguras, empregos de qualidade e reduzir a desigualdade salarial entre homens e mulheres.

O líder socialista detalhou propostas para o País, incluindo um aumento do parque público de habitação acessível, isenções fiscais para contratos com rendas acessíveis e uma meta de 20% das rendas abaixo da mediana de mercado. Propôs simplificação administrativa para reduzir custos empresariais.

Na área da Saúde, defendeu uma unidade de coordenação da emergência pré-hospitalar e investimento nos cuidados domiciliários, com os cuidados primários a serem vistos como o coração do SNS.

PSD reage

Leonor Beleza, vice-presidente social-democrata, disse haver abertura ao diálogo e referiu que o PSD não se esquece do PS. Comentou que o PS parece ter dificuldade em permanecer na oposição e pediu discrição nas negociações, evitando tratar o tema do Tribunal Constitucional com gritos.

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