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Rússia acusa cineasta vencedor Óscar de Documentário de ser agente estrangeiro

A Rússia designa o co-realizador do documentário vencedor do Óscar como "agente estrangeiro", enquanto o cineasta permanece em exílio na República Checa

Rússia atribui estatuto de "agente estrangeiro" a cineasta vencedor do Óscar de Melhor Documentário
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  • A Rússia designou o co-realizador do documentário vencedor do Óscar de Melhor Documentário, Pavel Talankin, como um “agente estrangeiro” pouco dias depois da vitória do filme.
  • Talankin, de 35 anos, não reside na Rússia e está no exílio na República Checa, após abandonar o país em 2024 devido a pressões políticas.
  • O filme, co-realizado com David Borenstein, narra o dia-a-dia de Talankin entre 2022 e 2024, incluindo o seu trabalho numa escola primária e o controlo da informação pelo regime russo após a invasão da Ucrânia.
  • O documentário estreou em janeiro de 2025 no festival de Sundance e ganhou o Óscar de Melhor Documentário a 15 de março.
  • A decisão foi veiculada pela imprensa estatal russa após deliberação do Ministério da Justiça.

A Rússia designou o co-realizador do documentário vencedor de um Óscar como um suposto “agente estrangeiro”, dias após o filme vencer a Academia em Hollywood. A decisão foi divulgada pelos meios estatais, após o parecer do Ministério da Justiça.

Pavel Talankin, de 35 anos, não vive na Rússia desde 2024, tendo procurado abrigo na República Checa. Segundo fontes oficiais, ele é considerado um agente estrangeiro pela primeira vez, o que o cineasta recebeu com surpresa.

O documentário, realizado em parceria com o norte-americano David Borenstein, acompanha Talankin entre 2022 e 2024. O trabalho retrata o dia a dia dele como professor e videógrafo numa escola primária em Karabash, cidade mineira, e analisa pressões oficiais sobre o ensino após a invasão da Ucrânia.

Estreado no festival de Sundance, em janeiro de 2025, o filme foi premiado na cerimónia do Óscar em 15 de março de 2025. A produção documenta a tentativa do regime russo de controlar a informação a partir do interior de uma escola pública.

Reação do cineasta

Talankin, que se encontra em exílio na República Checa, enviou uma mensagem ao The Moscow Times, afirmando que a designação o surpreende e que não esperava uma reação tão grave. O artista indicou que a notícia o deixou perplexo, dada a sua distância da Rússia.

O Ministério da Justiça russo não detalhou os critérios da designação nem as implicações legais imediatas. A imprensa estatal não adianta previsões sobre eventuais consequências para Talankin ou para a divulgação do documentário no país.

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