- A Câmara Municipal de Lisboa contratou, por avença e ajuste direto, um cozinheiro para garantir “refeições com serviço de qualidade superior” em eventos institucionais promovidos pela presidência de Carlos Moedas, por dois anos.
- O contrato prevê um pagamento total de 33.600 euros, acrescidos de IVA, dividido em prestações mensais de 1.400 euros, acrescidas de imposto.
- O cozinheiro é Pedro Miguel Cordeiro Marques, que deve planear, dirigir e coordenar a cozinha, estruturar ementas, calcular custos e preparar e empratar as refeições.
- O vínculo foi assinado a 27 de fevereiro pelo vice-presidente da Câmara, Gonçalo Reis, no âmbito do apoio técnico especializado ao gabinete do presidente.
- A notícia surge um dia depois de ter vindo a público, também via Base, que o anterior presidente da Câmara de Oeiras contratou um fotógrafo em 2018, por 72 mil euros, para registar eventos.
O Município de Lisboa contratou, em regime de avença, um cozinheiro para assegurar “refeições com serviço de qualidade superior” em eventos institucionais promovidos pela presidência de Carlos Moedas. O contrato tem duração de dois anos, com despesa total de 33.600 euros mais IVA.
O vínculo foi assinado a 27 de Fevereiro pelo vice-presidente da Câmara, Gonçalo Reis, responsável pelas Finanças. O cozinheiro, Pedro Miguel Cordeiro Marques, deve planear, dirigir e coordenar a cozinha, estruturar as ementas e preparar as refeições para os eventos da presidência.
Segundo o Base, a contratação enquadra-se no apoio técnico especializado ao gabinete do presidente, com a justificativa de atender necessidades não permanentes e exigir técnica e experiência do prestador.
Controvérsia e contexto político
O PÚBLICO questionou a Câmara de Lisboa sobre a escolha do cozinheiro e o porquê de não se recorrer a um serviço interno, sem ainda obter resposta. O jornal também perguntou sobre critérios de seleção e sobre a eventual comparação com outras opções.
No mesmo dia, discutiu-se na vereação a continuidade da vereadora Joana Baptista em funções, após ter sido apontada em várias investigações em Oeiras envolvendo gastos com refeições. Moedas declarou que se tratava de uma “suposta acusação” e defendeu a continuação da vereadora.
Em 2018, o antecessor de Moedas na Câmara, Fernando Medina, aumentou a presença de um fotógrafo contratado para registar eventos. O contrato de 72 mil euros para sete atos públicos foi então considerado pela presidência como não sendo exclusivo.
Entre na conversa da comunidade