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Suíços rejeitam limitar população a dez milhões

Suíços rejeitam iniciativa de limitar imigração aos dez milhões, preservando relações com a União Europeia e evitando consequências económicas negativas

O Governo, o Parlamento, os principais partidos políticos, os sindicatos e as entidades patronais estavam contra a medida
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  • Suíços rejeitaram a iniciativa popular anti-imigração que pretendia limitar a população a dez milhões.
  • Resultados preliminares mostram cerca de 55% de votos contra, com participação de pouco mais de 57% a nível nacional.
  • Vários cantões ainda estão a apurar os resultados.
  • A proposta era promovida pela União Democrática do Centro (UDC) e ocorreu num contexto de controvérsia económica e de relações com a União Europeia.
  • Se a população superar 9,5 milhões antes de 2050, as autoridades teriam de adoptar medidas de asilo e reunificação familiar, e o acordo com a livre circulação de pessoas com a UE poderia ser retirado.

Os suíços rejeitaram neste domingo a iniciativa popular anti-imigração apresentada pela União Democrática do Centro (UDC), que pretendia limitar a população do país a 10 milhões. Os resultados preliminares do governo federal indicam cerca de 55% de rejeições, com participação acima de 57% no país. Cantões ainda continuam a apurar-se.

A iniciativa visava impedir que a população permanente ultrapassasse os 10 milhões até 2050. Caso a população atingisse 9,5 milhões antes de 2050, seriam necessárias medidas corretivas nos serviços de asilo e no reagrupamento familiar, bem como o possível afastamento do acordo de livre circulação com a UE.

Ao longo da campanha, o Governo, o Parlamento, os principais partidos, sindicatos e entidades patronais posicionaram-se contra a medida, temendo impactos económicos. Monika Rühl, diretora da Economiesuisse, afirmou à RTS que o resultado é importante para o país e para as relações com a UE.

Implicações e contexto

A migração continua a ser tema sensível na Europa, num momento de envelhecimento populacional e de aumento de residuais de descontentamento com a imigração. A rejeição evita um conjunto de impactos previstos pela proposta, incluindo alterações no mercado de trabalho e nas políticas migratórias.

No quadro da democracia suíça, os cidadãos votam por referendo, com consultas tradicionais quatro vezes por ano, geralmente por correio. A confirmação oficial dos resultados finais segue uma contagem de vários cantões, com dados completos esperados nas próximas horas.

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