- A Iniciativa Liberal afirma que o Governo não tem motivos para celebrar o excedente orçamental de 0,7% do PIB em 2025, numa altura de custo de vida elevado e crise na habitação.
- O líder parlamentar Mário Amorim Lopes diz que é necessário crescer mais o PIB e os salários; em 2025 o PIB per capita recuou na União Europeia e o país cresce 1% em vez de 3% a 4%.
- O partido sustenta que os excedentes devem ajudar em crises, desde que não comprometam a sustentabilidade das contas públicas; medidas temporárias são aceitáveis, mas despesas futuras podem ser problemáticas.
- A IL pediu ao Governo um orçamento retificativo para discutir as medidas e o custo das mesmas, evitando que haja ganho político.
- O Instituto Nacional de Estatística confirmou o excedente de 0,7% do PIB em 2025, com saldo positivo das Administrações Públicas de 0,7% no quarto trimestre.
A Iniciativa Liberal afirmou nesta quinta-feira que o Governo não tem motivos para celebrar o excedente orçamental, num contexto de custo de vida elevado e crise na habitação. O partido questiona a relevância do balanço, em especial face ao peso para os portugueses.
Na Assembleia da República, o líder parlamentar Mário Amorim Lopes lembrou que o país ainda não sente os sinais de um crescimento económico considerado suficiente. O objetivo é um surto de prosperidade que se traduza em salários melhores e no impulso dentro da UE.
Reação da IL
Amorim Lopes defendeu que os excedentes devem servir para enfrentar crises, sem comprometer a sustentabilidade das contas públicas. Questionou se medidas temporárias podem tornar-se permanentes, elevando a despesa futura.
O deputado salientou que o partido já pediu um orçamento retificativo para discutir custos e impactos das medidas, sem buscar ganhos políticos com o tema. A IL mantém a necessidade de equilíbrio financeiro.
Dados oficiais do INE
O INE confirma que Portugal fechou 2025 com excedente de 0,7% do PIB, acima da previsão governamental de 0,3%. O saldo do setor das Administrações Públicas manteve-se positivo, em 0,7% do PIB no 4.º trimestre de 2025, frente a 0,6% no final de 2024.
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