- A vice-presidente da Assembleia da República, Teresa Morais, abordou os incidentes com a bancada do Chega durante a conferência de líderes desta quarta-feira.
- Disse aos jornalistas que teve solidariedade da maior parte dos grupos parlamentares, verificada na reunião.
- O porta-voz da conferência, Francisco Figueira, confirmou a posição de apoio recebido por Morais.
- Não foi tomada nenhuma decisão pela conferência de líderes sobre o assunto, segundo o deputado.
- Relembra-se que, no início do mês, o líder do Chega acusou Morais de tratamento desigual, acusação rejeitada pela social-democrata, com apoio de PSD e PS; no dia seguinte, o Chega deixou o hemiciclo após nova altercação com a vice-presidente.
A vice-presidente da Assembleia da República, Teresa Morais, abordou na conferência de líderes desta quarta-feira os incidentes com a bancada do Chega que ocorreram enquanto presidia os trabalhos, recebendo o apoio da maioria dos grupos parlamentares. A informação foi confirmada pelo porta-voz da conferência, Francisco Figueira.
Morais explicou aos jornalistas que quis partilhar o seu sentimento sobre os acontecimentos que são de conhecimento público. Segundo Figueira, a maioria dos grupos manifestou solidariedade de forma pública durante a reunião.
Questionado sobre eventual decisão tomada pela conferência, o porta-voz indicou que nenhum assunto nesse tema foi colocado para apreciação. A vice-presidente pretendia colocar a questão relativa aos dois dias em que presidiu os trabalhos, e os grupos, na opinião dele, pronunciaram-se de forma unânime.
Contexto
No início do mês, durante o debate quinzenal com o Primeiro-Ministro, o líder do Chega acusou Morais de tratamento desigual, acusação que foi rejeitada pela antiga jurista, com apoio de PSD e PS. A seguir, a bancada do Chega abandonou o hemiciclo antes do final do debate que o próprio partido havia marcado para abordar o tema do racismo.
No dia seguinte, o Chega continuou sem retornar ao plenário, após novo choque com Morais que presidia os trabalhos. As situações ocorreram numa sequência de episódios já indicados pelo grupo parlamentar na linha de oposição.
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