- A polícia revelou uma operação secreta para deitar abaixo o IT do partido oposicionista Tisza, liderado por Peter Magyar, em vésperas das legislativas de 12 de abril.
- O antigo responsável pelo departamento de cibercrime descreveu a operação e foi alvo de buscas e interrogatório; a investigação não encontrou imagens de pedofilia nem ligações a redes pedófilas.
- A investigação aponta que dois especialistas do Tisza, contactados para sabotar o sistema, acabaram por se tornar alvo da polícia por pornografia infantil, num caso que o Direkt36 associa à intervenção de serviços secretos.
- O órgão de serviços secretos internos, supervisionado por Antal Rogán, ministro-adjunto, terá pedido rapidez na avaliação do caso; o chefe do cibercrime, Bence Szabó, disse não saber quem executou a operação e afirmou que parecia politicamente orientada.
- Na corrida eleitoral, a sondagem indica que o Tisza tem 46% de apoio, frente a 30% do Fidesz, com 58% dos eleitores já decididos para o Tisza e 35% para o Fidesz (diferença de 23 pontos).
Depois de denúncias de uma operação secreta para sabotar o sistema informático do principal partido de oposição, a Hungria encara mais um episódio na campanha para as legislativas de 12 de Abril. A polícia revelou, nesta quarta-feira, que o antigo responsável pela investigação de cibercrime descreveu a operação e foi alvo de buscas e interrogatório. O objetivo alegado era desativar a estrutura digital do Tisza, liderado por Peter Magyar.
O site Direkt36 publicou que uma pessoa anónima tentou recrutar especialistas do Tisza para derrubar os sistemas informáticos do partido. Os dois técnicos mantiveram contactos para obter mais informações e pretendiam expor a ação, segundo a notícia.
Entretanto, os suspeitos foram alvo de uma operação policial, acusados de gravar imagens de pedofilia após uma denúncia anónima. A mesma investigação levantou dúvidas sobre a ligação ao Tisza e contou com a intervenção de uma agência de serviços secretos interna. A operação foi acompanhada pela agência, que pediu rapidez, conforme o Direkt36.
O ex-chefe do departamento de cibercrime, Bence Szabó, afirmou ao Direkt36 que os agentes não encontraram provas da acusação original e que a operação parecia ter motivação política. Szabó reconheceu que não sabe quem conduziu a operação e pediu clarificação.
Tisza amplia vantagem nas sondagens
Uma sondagem publicada nesta quarta-feira indica que o Tisza tem 46% das intenções de voto, contra 30% do Fidesz. Entre os eleitores já decididos, Magyar regista 58% de apoio, frente a 35% de Orbán, uma diferença de 23 pontos percentuais.
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