- O BE acusa o Chega de contradição por primeiro gritar contra tachos e, depois, priorizar lugares no Estado.
- A afirmação foi feita por José Manuel Pureza, aos jornalistas, à saída da audiência com o Presidente da República, António José Seguro.
- Sobre o impasse na eleição dos órgãos externos da Assembleia da República, o BE diz que a direita e a extrema-direita estão a levar o país a uma crise institucional.
- O BE defende que os juízes do Tribunal Constitucional sejam defensores da Constituição e tenham idoneidade profissional e cívica para o cargo.
- Pureza sustenta que é caricata a posição de um partido que combate tachos e, no entanto, faz dos tachos a prioridade.
O Bloco de Esquerda (BE) acusa o Chega de contradição, após o partido ter dito que lutava contra tachos, e ter agora como prioridade discutir lugares no Estado. José Manuel Pureza reagiu a esta situação na saída de uma audiência com o Presidente da República, António José Seguro.
O bloquista classificou de “profunda contradição” a mudança de foco do Chega, que antes criticava o que chamava de tachos e, agora, discute posições no aparelho do Estado. O comentário ocorreu no contexto de uma reunião institucional.
Sobre o impasse na eleição dos órgãos externos da Assembleia da República, Pureza disse que a crise institucional é causada pela direção da direita e da extrema-direita, que pode afetar a democracia. Definiu dois critérios para juízes do Tribunal Constitucional: defesa da Constituição e idoneidade profissional e cívica.
Ele reiterou que o BE mantém o papel dos juízes como defensores da Constituição e pontuou a importância de escolher pessoas com integridade para cargos de elevada relevância. Por fim, o dirigente sublinhou a percepção de caricatura na posição do Chega ao priorizar tachos.
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