- Líderes do PS e do PSD reuniram-se para tentar um acordo sobre a eleição de órgãos externos ao parlamento, mas não houve acordo.
- Depois da reunião, José Luís Carneiro disse que o encontro foi útil, mas não conclusivo e que é tempo de reflexão.
- Luís Montenegro ainda não comentou publicamente; desejou que o parlamento encontre uma solução que assegure legitimidade, meritocracia e a participação de cada partido.
- A principal discórdia envolve o Tribunal Constitucional: PSD quer manter dois conselheiros atuais e ceder o terceiro ao Chega; o PS propõe que cada partido escolha um nome.
- O presidente da República, António José Seguro, pediu aos partidos para chegarem a um entendimento e continua a realizar audições com várias formações para facilitar um acordo.
Os líderes do PS e do PSD reuniram-se esta quarta-feira para tentar acordo na eleição de órgãos externos ao Parlamento, mas sem chegar a consenso. A reunião terminou sem acordo, e José Luís Carneiro indicou que é tempo de reflexão.
Carneiro confirmou a conversa com Luís Montenegro, mantendo reservas sobre o conteúdo discutido. O secretário-geral do PS classificou o encontro como leal e prático, e afirmou que a matéria ainda não está resolvida.
Montenegro ainda não se posicionou publicamente após o encontro, mas, antes, tinha manifestado o desejo de que o Parlamento encontre uma solução que combine credibilidade, mérito das escolhas e a participação de cada partido. O Governo defendeu que as escolhas devem refletir a vontade popular.
No Parlamento, André Ventura desafiou o PS a afastar socialistas dos órgãos externos; Montenegro rejeitou o argumento. A controvérsia centra-se na composição do Tribunal Constitucional, onde o PSD deseja manter dois conselheiros e cindir o terceiro para o Chega, enquanto o PS propõe que cada partido indique um nome.
Intervenções de Belém e reações partidárias
O Presidente da República, António José Seguro, pediu aos partidos que avancem para um acordo sobre os órgãos externos, numa reunião com PS, PSD, IL e Livre. Saída de Belém confirmou discussão de forma global sobre o impasse.
A secretária-geral do PS destacou que o tema foi abordado, numa leitura de que a atual configuração exige ajustes nas regras. Leonor Beleza, do PSD, sublinhou a necessidade de paciência democrática para adaptar o processo à realidade atual e reiterou o objetivo de exercer influência para que os compromissos avancem.
Mariana Leitão, da IL, apelou a um entendimento e criticou a postura de alguns que parecem querer controlar os nomes. O Livre indicou disponibilidade para uma solução que exclua o Chega, assegurando o cumprimento da Constituição e do Estado Democrático.
Agenda de audiências com o Presidente
Amanhã prosseguem as audiências com o Presidente da República, começando com André Ventura, do Chega, às 9h30, seguidas por Paulo Raimundo (PCP), Nuno Melo (CDS-PP), José Manuel Pureza (BE), Inês Sousa Real (PAN) e Filipe Sousa (JPP). Estas reuniões visam facilitar um acordo sobre os órgãos externos.
Entre na conversa da comunidade