- A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa condenou a promoção de conteúdos discriminatórios no stand do Chega na Futurália.
- A instituição pediu a intervenção da organização da Feira para apurar a situação.
- No stand da juventude do Chega estão expostas frases como: “Isto não é mesmo o Bangladesh (mas parece)” e “Sorria, estamos a ser substituídos”, relacionadas com a “teoria da Grande Substituição”.
- A Futurália está a decorrer em Lisboa e termina no sábado, com a 17.ª edição em curso.
- A FCSH escreveu à organização a pedir uma revisão da política de participação para evitar que o espaço difunda mensagens que atentem contra princípios constitucionais de igualdade.
A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade NOVA de Lisboa condenou nesta sexta-feira a promoção de conteúdos discriminatórios no stand do Chega na Futurália, solicitando a intervenção da organização.
A Futurália, maior feira nacional de educação, decorre em Lisboa na Feira Internacional de Lisboa (FIL). O Chega está representado pela sua juventude no certame.
No espaço, constam mensagens que remetem a teorias de substituição e comentários que atacam princípios de igualdade, segundo a FCSH.
Pedido de revisão da participação
A instituição enviou uma carta à organização da Futurália, pedindo a revisão da política de participação para assegurar que o espaço não difunda mensagens contrárias à Constituição Portuguesa, nomeadamente ao princípio da igualdade.
A universidade ressalva a importância de manter espaços educativos livres de conteúdo discriminatório, mantendo o foco no caráter informativo e educativo da feira.
A Futurália encerra a 17.ª edição no sábado, mantendo o debate público sobre políticas de inclusão e participação de partidos em eventos educativos.
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